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Ferrari abre o ano com dobradinha, e Alonso supera Massa no duelo interno

Brasileiro volta a subir no pódio oito meses após o acidente da última temporada, mas vitória é do espanhol no Bahrein. Hamilton é o terceiro

O abraço logo após a prova deste domingo foi natural para quem abriu o ano com uma dobradinha incontestável. No duelo interno da Ferrari, contudo, Fernando Alonso tem mais motivos para sorrir do que Felipe Massa. O espanhol ultrapassou o brasileiro logo na largada do GP do Bahrein, superou o alemão Sebastian Vettel na 34ª volta e venceu a primeira prova da temporada no circuito de Sakhir.

Mas a festa do bicampeão mundial não significa que havia tristeza na segunda parte da dobradinha. Oito meses após o grave acidente do ano passado, Massa voltou a sentir o sabor de subir no pódio, à frente do inglês Lewis Hamilton, que chegou em terceiro.

Vettel largou na pole position e segurou sua RBR na ponta até a 34ª volta. Foi o máximo que conseguiu. Ele foi ultrapassado de uma só vez por Alonso e Massa e, com queda de potência no carro, perdeu posição também para a McLaren de Hamilton, terminando em quarto. Atrás de Vettel chegaram os dois alemães da Mercedes: em quinto, Nico Rosberg, e em sexto o heptacampeão Michael Schumacher, que voltou à Fórmula 1 após três anos de aposentadoria.


Agência/AFP

Fernando Alonso vibra no pódio: o bicampeão mundial ganhou a corrida e o duelo interno com Massa

Os dois estreantes brasileiros não conseguiram permanecer muito tempo na pista. Lucas di Grassi, da VRT, teve problemas com o carro logo na terceira volta e ficou pelo caminho na caixa de brita de uma das curvas do circuito de Sakhir. Bruno Senna, da Hispania, foi até a 17ª volta, embora oito segundos mais lento que o líder, e abandonou após a quebra do motor Cosworth.

Vettel larga bem, mas se complica

O forte calor no Bahrein, com mais de 40ºC, transformou a prova em um teste de resistência. Vettel manteve a ponta na largada . No lado sujo, Massa perdeu tração e sofreu o bote de Alonso logo depois da primeira curva. O trio comandaria mais da metade da corrida. Quem também perdeu posição no início da prova foi Mark Webber. Ele largou em sexto, mas teve um problema no carro, aparentemente um vazamento de óleo, e foi ultrapassado pela Mercedes de Schumacher e pela McLaren de Jenson Button. Mais atrás, Adrian Sutil (Force India) e Robert Kubica (Renault) rodaram, mas foram em frente.

Os estreantes começaram a sofrer na segunda volta. Karun Chandhok, da Hispania, que tinha largado dos boxes com Bruno Senna, foi o primeiro a abandonar, após bater no miolo do circuito. Em seguida, Lucas di Grassi teve problemas hidráulicos no carro e foi parar na caixa de brita . O novato Nico Hulkenberg, da Williams, rodou sozinho na terceira passagem, após sair de traseira em uma curva de alta, mas conseguiu retornar à prova.


Na frente, Vettel mantinha um bom ritmo, enquanto Alonso e Massa tentavam andar rápido para pressionar o alemão da RBR. Na décima volta, a diferença deles para o quarto já era de 10s.

Agência/AFP

Vettel largou na frente e manteve a ponta até a 34ª volta, quando foi ultrapassado por Alonso e Massa

Os pit stops - agora sem reabastecimento - começaram na 12ª volta, com Bruno Senna. A Hispania se enrolou na troca de pneus e demorou quase oito segundos para liberar o brasileiro. De todo modo, o carro do brasileiro não aguentaria muito tempo. Na 17ª, o motor quebrou, e Bruno foi forçado a parar na primeira curva do circuito

Ferrari tira vantagem aos poucos

Foi na 12ª volta que Alonso fez seu pit stop. Ele voltou andando mais rápido com o pneu duro e o carro um pouco mais leve. Na passagem seguinte, Vettel e Massa pararam, sem problemas com o trabalho de suas equipes. A diferença entre eles na pista pouco se alterou neste período da corrida.

Aos poucos, os pilotos da Ferrari começaram a reduzir a vantagem de Vettel. Na 34ª volta, veio a surpresa. O alemão começou a perder rendimento, e Alonso chegou nele rapidamente. Após uma volta com muita cautela, o bicampeão mundial conseguiu a ultrapassagem na reta dos boxes. O piloto da RBR, que reclamava de perda de potência, também foi superado por Massa.

Dali em diante, Alonso e Massa mantiveram suas posições. Pouco antes da ultrapassagem sobre Vettel, Rob Smedley, engenheiro do brasileiro, pediu que ele diminuísse o ritmo, por causa do uso do motor, que foi trocado antes da largada. A Ferrari chegou a ficar preocupada com o rendimento, mas não houve problema. Sem sustos, Alonso e Felipe cruzaram a linha de chegada para fazer a primeira dobradinha vermelha da temporada.

Agência/AFP

Ao fim da prova, Felipe Massa (à esquerda) e Fernando Alonso fizeram a festa no pódio do Bahrein

Confira o resultado do GP do Bahrein:

1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 49 voltas em 1h39m20s396
2 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 16s099
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 23s182
4 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 38s713
5 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 40s263
6 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 44s180
7 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 45s260
8 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 46s308
9 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - a 53s089
10 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1m02s400
11 - Robert Kubica (POL/Renault) - a 1m09s093
12 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m22s958
13 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1m32s656
14 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) - a 1 volta
15 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) - a 1 volta
16 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 3 voltas
17 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) - a 3 voltas

Não completaram:
Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) - a 19 voltas/mecânico
Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) - a 31 voltas/motor
Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) - a 32 voltas/hidráulico
Vitaly Petrov (RUS/Renault) - a 35 voltas/suspensão
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 37 voltas/mecânico
Lucas di Grassi (BRA/VRT-Cosworth) - a 46 voltas/hidráulico
Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth) - a 47 voltas/acidente

Melhor volta:

Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m58s287, na 45ª volta

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O sábado em Interlagos

Rubinho comemora a pole conquistada nos últimos minutos do treino classificatório

Rubinho Barrichello posa para fotos junto com sua mulher, Silvana, e seu filho, Eduardo

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Exames da FIA apontam que visão de Felipe Massa está 100%


Piloto brasileiro foi a Paris, na França, para ser avaliado pelos médicos da entidade

A Ferrari anunciou nesta sexta-feira (9) que os primeiros exames médicos feitos por Felipe Massa para a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) foram “positivos”.

Segundo a escuderia italiana, a visão do piloto brasileiro em seu olho esquerdo, atingido no acidente que Massa sofreu no treino classificatório do Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, em 25 de julho, está 100%.

Neste sábado (10), o piloto volta ao hospital Pitié Salpetrière, em Paris, para mais uma bateria de exames.

Caso o brasileiro não tenha problemas nas avaliações, e dependendo das condições climáticas, ele volta a pilotar um F-1 da Ferrari na próxima segunda-feira (12) na pista de Fiorano, na Itália.

Massa não pilota um carro de corrida desde o acidente na Hungria. Já deu algumas voltas com um kart na Granja Viana, em São Paulo, no começo de outubro.

O brasileiro retornou à Itália na segunda-feira (5) e tem trabalhado no simulador de F-1 há uma semana.

Ele dará a bandeirada final na corrida no GP do Brasil no dia 18, mas afirmou que é improvável que esteja apto a competir na última corrida da temporada, em Abu Dhabi, em 1º de novembro.

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'Pequenitos' de Barrichello ganham vitória de presente: 'Dedico a eles'

Piloto brasileiro celebra aniversário dos filhos e revela que teve problemas para correr bem no circuito de Monza

Rubens Barrichello venceu o GP da Itália de Fórmula 1, mas quem ganhou o presente foram os felizardos Fernando e Eduardo, filhos do piloto.

Ambos fazem aniversário neste mês de setembro - Fernando fez no último sábado, e Eduardo fará no dia 23 -, e o "pai coruja" não perdeu a oportunidade de dedicar o triunfo em Monza a seus "pequenitos".

- Estou sem palavras. É um momento fantástico e muito importante. Essa vitória vai dedicada aos meus 'pequenitos', é aniversário deles neste mês.

Eu dedico a eles, que são muito importantes na minha vida. Deus me ajudou e é maior que tudo. Estou muito feliz de estar aqui comemorando - disse Barrichello.

Falando sobre a corrida, Rubinho deixou a emoção um pouco de lado. Ele comentou os problemas que teve no fim de semana e revelou que teve alguns obstáculos na corrida.

- Tive uma noite difícil, tivemos dificuldades com a caixa de marcha. Mas espero que o carro continue tão bem nas próximas corridas. A excelente primeira volta que fiz ajudou em minha prova. O carro respondeu o tempo todo.

Me senti muito bem. Os caras que estão com Kers têm mais facilidades na largada, e temos consciência de que não vamos conseguir ultrapassá-los em linha reta. Mantive um ritmo muito bom e aproveitei bem as oportunidades da corrida - encerrou.

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Kimi Raikkonen supera a Force India e vence pela quarta vez na Bélgica


Após problema na largada, Rubens Barrichello faz ótima corrida de recuperação e chega em sétimo, com o carro em chamas

Kimi Raikkonen fez uma excelente corrida e venceu pela quarta vez o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, encerrando um jejum de mais de um ano. Ele não subia ao alto do pódio desde a Espanha, em 2008.

O finlandês aguentou a pressão de Giancarlo Fisichella, da Force India, durante toda a corrida. O italiano chegou na segunda posição, no melhor resultado da história da equipe indiana, que nunca tinha sequer pontuado.

Sebastian Vettel, da RBR, completou o pódio após uma excelente recuperação. O alemão era o oitavo do grid.

Rubens Barrichello, que largava em quarto, teve problemas na largada e ficou parado no grid. Com uma ótima corrida de recuperação, o brasileiro conseguiu levar sua Brawn GP à sétima posição, mesmo com um vazamento de óleo em seu motor Mercedes nas últimas voltas.

O piloto foi forçado a diminuir o ritmo e abandonar a luta com Heikki Kovalainen pela sexta posição, mas conseguiu os dois pontos. O finlandês da McLaren garantiu os três pontos.

O brasileiro foi beneficiado pelo abandono de Jenson Button logo na primeira volta, ao ser colhido em um acidente na curva Les Combes.

O inglês teve sua vantagem reduzida para 16 pontos no campeonato, com cinco corridas para o fim da temporada. Barrichello ainda contou com a punição ao australiano Mark Webber, da RBR, que teve de fazer um drive through por ter sido liberado de forma insegura dos boxes. Ele perdeu tempo e chegou apenas em nono, fora da zona de pontuação.

Robert Kubica, da BMW Sauber, chegou na quarta posição, à frente do companheiro Nick Heidfeld, o quinto. Nico Rosberg, da Williams, completou a zona de pontuação, em oitavo. A próxima corrida da temporada será o GP da Itália, no circuito de Monza, no dia 13 de setembro.

Problema na largada atrapalha corrida de Rubens Barrichello

Na largada, quase que a reação de Barrichello foi abortada. O carro do brasileiro ficou parado na quarta posição do grid e ele só conseguiu fazê-lo funcionar após quase todos os rivais o ultrapassarem.

Antes do hairpin da La Source, ele caiu para o último lugar. Mais leve, ele conseguiu recuperar algumas posições no trecho entre a Eau Rouge, a Raidillon e a reta Kemmel. Na frente, Giancarlo Fisichella manteve a ponta e Kimi Raikkonen, que saiu em sexto, subiu para a segunda posição.

Só que uma confusão na Les Combes acabou por ajudar o brasileiro. Romain Grosjean, da Renault, que já tinha se enrolado na largada, se precipitou e acertou a traseira de Jenson Button, líder do campeonato, da Brawn GP.

Na confusão, o espanhol Jaime Alguersuari, da STR, acertou o inglês Lewis Hamilton, da McLaren.

Os quatro abandonaram a corrida ali mesmo e provocaram a entrada do safety car.

Rubens Barrichello, Jarno Trulli e Adrian Sutil aproveitaram a bandeira amarela para fazer seus primeiros pit stops. Eles estavam com o pneu macio e trocaram para os duros, mais adequados para a corrida, além de encher o tanque. Por causa disso, os três caíram para as últimas posições e teriam de andar forte para se recuperar.

O safety car saiu da pista na quinta volta. Logo na relargada, Kimi Raikkonen começou a pressionar Giancarlo Fisichella. O finlandês conseguiu a ultrapassagem na reta Kemmel, logo após a curva Raidillon.

Mais atrás, Barrichello começava sua recuperação ao superar o italiano Jarno Trulli. No fim da volta, na freada da nova Bus Stop, a vítima foi Luca Badoer, da Ferrari.

Na volta seguinte, Barrichello superou o japonês Kazuki Nakajima, de novo na reta Kemmel. Na frente, Kimi Raikkonen mantinha a ponta, mas Giancarlo Fisichella acompanhava o ritmo do finlandês, surpreendendo a todos. Na 12ª volta, começou a primeira rodada de pit stops, com as paradas de Robert Kubica, da BMW Sauber, e Timo Glock, da Toyota.

A equipe japonesa, no entanto, teve problemas com a mangueira de reabastecimento e atrasou muito a corrida do alemão.

Kimi Raikkonen, Giancarlo Fisichella, Mark Webber e Nick Heidfeld pararam juntos na 14ª volta. As posições foram mantidas, mas a RBR liberou o australiano no pit lane de forma insegura. Ele saiu de sua posição e quase acertou o carro do alemão da BMW Sauber, o que provocou uma punição a Webber. Ele teve de cumprir o drive through na 18ª e perdeu muitas posições.

Sebastian Vettel, que estava entre os oito primeiros, fez o pit stop na 16ª volta e conseguiu retornar à pista muito bem, para tentar brigar por uma posição no pódio. Nico Rosberg, da Williams, parou duas passagens depois, na 18ª. Jarno Trulli, da Toyota, teve de fazer uma segunda parada, mas a equipe se enrolou e ele teve de abandonar a prova na 21ª.

Fernando Alonso teve uma lembrança do GP da Hungria na 24ª volta, na hora de seu pit stop. Quando estava em terceiro, o espanhol entrou nos boxes, mas teve problemas na roda dianteira esquerda, por causa de um toque com Adrian Sutil, da Force India. O mecânico demorou muito para trocá-la.

Como se não bastasse o tempo perdido, ele teve de abandonar na 26ª, por precaução da equipe francesa.

Na 28ª volta, Rubens Barrichello fez seu segundo pit stop e ficou muito bem para tentar uma vaga na zona de pontuação.

O brasileiro voltou atrás do finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren, que apostou em uma tática de apenas uma parada e ganhou muito tempo com isso. Com as paradas dos adversários, Kovalainen e Barrichello subiram para a sexta e sétima posições, respectivamente.

Na frente, Raikkonen e Fisichella pararam nos boxes juntos novamente, na 31ª volta. Os dois fizeram o mesmo tempo de parada, com 7s1, e voltaram à pista na segunda e terceira posições, respectivamente. Sebastian Vettel assumiu a liderança momentaneamente e começou a andar muito rápido, para fazer uma parada rápida e um último trecho de corrida curto, para tentar superar Robert Kubica e subir ao pódio.

Na 35ª volta, Vettel fez seu último pit stop e, conforme esperado, superou o polonês Robert Kubica em seu retorno à pista.

Com pouquíssimo combustível, para um trecho de apenas nove voltas, o alemão começou a reduzir a vantagem de Raikkonen e Fisichella, que duelavam pela primeira posição. Mas, com poucas voltas para o fim, o piloto da RBR teve de se contentar apenas com a terceira posição.

A cinco voltas do final, Rubens Barrichello continuava a pressionar Heikki Kovalainen, para tentar ganhar a sexta posição.

O finlandês se defendia com o Sistema de Recuperação de Energia Cinética (Kers), o que dificultava muito a vida do brasileiro. Só que o piloto da Brawn GP foi forçado a diminuir o ritmo por causa de um vazamento de óleo nas últimas voltas.

Barrichello completou a prova se arrastando na pista, mas com a sétima posição assegurada.

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Brasil ganha 100º GP na F-1 com Rubinho



Brasileiro supera as McLarens de Hamilton e Kovalainen com tática perfeita e muita velocidade na pista no GP da Europa

Foram quase cinco anos, 81 GPs e muitas dificuldades. Mas neste domingo, no GP da Europa, disputado no circuito de rua de Valência, Rubens Barrichello voltou ao alto do pódio com a Brawn GP. O brasileiro triunfou na Fórmula 1 pela décima vez na carreira e, de quebra, ainda inseriu seu nome de forma definitiva na história do automobilismo nacional.

A vitória em Valência é a centésima do Brasil na Fórmula 1 e veio de uma forma excepcional. Barrichello largou na terceira posição e, com uma tática perfeita, superou as duas McLarens de Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen nos pit stops da corrida deste domingo. O inglês chegou em segundo e o finlandês caiu para quarto, superado pelo compatriota Kimi Raikkonen, que conseguiu a última posição do pódio.

Barrichello também manteve o domínio brasileiro no segundo ano da corrida no circuito de rua de Valência. Em 2008, Felipe Massa venceu com a Ferrari de forma excepcional. Neste ano, o piloto da Brawn GP foi ao alto do pódio e dedicou a vitória ao amigo da Ferrari, que se recupera do forte acidente sofrido no treino classificatório do GP da Hungria, há três finais de semana.

Nico Rosberg, da Williams, fez uma bela corrida e chegou na quinta posição, logo à frente de Fernando Alonso, da Renault. Líder do campeonato, Jenson Button foi o sétimo com a Brawn GP e o polonês Robert Kubica, da BMW Sauber, completou a zona de pontuação. Mark Webber, da RBR, acabou sem pontos, na nona posição da corrida.

Com a primeira vitória no ano, Rubens Barrichello chegou aos 54 pontos e voltou à vice-liderança do campeonato. Ele reduziu a vantagem de Jenson Button, que tem agora 72, para 18. Mark Webber, da RBR, se mantém em terceiro, apesar de não ter pontuado, com 51,5. Sebastian Vettel, companheiro do australiano abandonou e ficou com os 47. A próxima corrida da temporada será disputada na Bélgica, em uma semana, no dia 30 de agosto.


Com tática perfeita, Barrichello supera as McLarens

As McLarens se mantiveram nas duas primeiras posições da corrida, fazendo um bom uso do Kers após a largada. Lewis Hamilton ficou na ponta, seguido pelo companheiro Heikki Kovalainen. Rubens Barrichello largou bem e assegurou a terceira posição. Kimi Raikkonen, também com o Kers, subiu de sexto para quarto. Líder do campeonato, Jenson Button se estranhou com Sebastian Vettel e caiu para oitavo. Já o alemão da RBR ficou em quinto.

Ainda na primeira volta, Button errou uma curva e teve de cortar a chicane para se manter à frente de Mark Webber, da RBR. Após ser alertado pela Brawn GP de uma possível punição, o inglês cedeu a oitava posição na última curva do circuito, pouco antes de completar a quinta volta. Mais atrás, Romain Grosjean, que estr
eia na Renault no lugar de Nelsinho Piquet, perdeu o bico e teve de fazer um pit stop.

Antes do primeiro pit stop, Hamilton e Kovalainen, de pneu macio, abriam vantagem sobre Barrichello, que estava com os duros e mais pesado. O brasileiro, no entanto, começou a reduzir a vantagem das McLarens, à medida em que sua carga de combustível diminuía. O inglês foi o primeiro dos ponteiros a parar, na 16ª volta e o finlandês entrou na passagem seguinte.

Com pista limpa, Barrichello aumentou o ritmo e começou a fazer voltas em ritmo de classificação. Enquanto isso, Hamilton e Kovalainen se enrolavam com o tráfego. Com o tempo ganho neste período, o brasileiro ganhou
a segunda posição do finlandês e se aproximou bastante de Hamilton, que manteve a primeira posição após o pit stop.

Após a primeira rodada de paradas, Hamilton e Barrichello começaram uma espécie de "match race", com um marcando o outro na pista. Quando o inglês era mais rápido, o brasileiro respondia na volta seguinte. Com isso, os dois se distanciaram de Heikki Kovalainen, que estava na terceira posição da prova neste momento.

Na 23ª volta, a McLaren pediu para o inglês não exagerar nos freios, porque as temperaturas dos pneus traseiros estavam acima do esperado. Sebastian Vettel, terceiro colocado no campeonato, abandonou na passagem seguinte, após a quebra do motor Renault de sua RBR. Na frente, a vantagem de Hamilton para Barrichello se mantinha na casa dos três segundos.

Barrichello começou a virar o jogo contra Hamilton na 29ª volta, quando começou a fazer voltas mais rápidas. A vantagem caía para a casa dos dois segundos. Oito voltas depois, o inglês entrou nos boxes para fazer sua segunda parada. No entanto, a McLaren não estava completamente preparada. Os pneus não estavam colocados corretamente na posição e ele perdeu 13,4 segundos.

O brasileiro acelerou ainda mais e fez duas voltas muito rápidas seguidamente. Na 40ª volta, o pneu traseiro direiro de Kazuki Nakajima estourou e ficou no traçado.

Com medo da entrada de um safety car, a Brawn chamou o brasileiro aos boxes no fim desta passagem. Com 6,8 segundos, o brasileiro voltou com uma boa folga na frente, de mais de sete segundos.

Hamilton ainda tentou uma pressão no fim da corrida, mas Barrichello apenas administrou a boa vantagem, obtida com a tática perfeita e o bom desempenho na pista.

A vitória em Valência encerrou um jejum de cinco anos sem vitórias do brasileiro e ainda marcou seu nome na história do automobilismo nacional, com o 100º triunfo do país.


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Schumacher desiste de substituir Massa

Alemão alega não estar em condições físicas ideais para disputar o Grande Prêmio da Europa, em Valência. Luca Badoer é escolhido pela Ferrari

O heptacampeão de Fórmula 1 Michael Schumacher desistiu de substituir o brasileiro Felipe Massa na Ferrari, alegando não se encontrar na forma física ideal, informou nesta terça-feira o canal alemão "NTV", notícia que foi confirmada posteriormente pelo site oficial do ex-piloto. O substituto de Massa será o italiano Luca Badoer, de 38 anos, confirmou a assessoria de imprensa da Ferrari.

"Ontem à noite informei ao presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, e ao diretor da equipe, Stefano Domenicali, que não poderia substituir Felipe. Tentei absolutamente tudo para que meu retorno fosse possível, mas para meu grande pesar, não funcionou. Não consegui controlar as dores que sinto no pescoço depois do treino privado em Mugello, apesar de termos tentado todo o possível a nível médico e terapêutico", afirmou Schumacher em um comunicado.

Em 31 de julho, Schumacher testou um Ferrari de 2007 no circuito de Mugello, na Toscana (norte da Itália). Em fevereiro ele sofreu uma queda de moto em um circuito da Espanha. O alemão havia afirmado que voltaria às pistas por lealdade à equipe italiana.

Sobre a escolha de Badoer e não do espanhol Marc Gené - ambos são pilotos de testes da Ferrari - recentemente vencedor das 24 horas de Le Mans, a equipe italiana se limitou a dizer que divulgará um comunicado com o anúncio. Luca Badoer disputou 48 Grandes Prêmios e o último em que participou foi no Japão, em 1999, pilotando uma Minardi.

Euforia na Alemanha há duas semanas

Schumacher havia anunciado há duas semanas que retornaria à competição na F-1 no Grande Prêmio da Europa, a ser disputado em Valência (Espanha), em 23 de agosto, para substituir Massa, que no treino classificatório para o GP da Hungria, no último dia 25, foi atingido por uma mola que se soltou do carro de outro brasileiro, Rubens Barrichello, da Brawn GP.

A notícia da volta de Schumi gerou euforia na Alemanha, embora já se sabia que tudo dependia de seu estado físico e das dores na nuca, derivadas das quedas sofridas em corridas de motos.


Schumacher, de 40 anos, se retirou em 2006, após sete títulos da F-1, cinco deles pilotando uma Ferrari.
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Michael Schumacher assumirá vaga de Massa até recuperação do brasileiro


Alemão fará trabalho intenso de preparação física para correr em Valência

Michael Schumacher irá substituir Felipe Massa até o brasileiro se recuperar do grave acidente sofrido no treino classificatório para o GP da Hungria.

Após o convite da Ferrari, o alemão passará por um forte trabalho de preparação física para estar apto a pilotar já no GP da Europa, em Valência, no dia 23 de agosto, próxima etapa do Mundial de F-1.

- Encontrei nesta tarde com Stefano Domenicali e Luca di Montezemolo e, juntos, decidimos que eu irei me preparar para assumir a vaga de Felipe.

É verdade que o capítulo Fórmula 1 já estava encerrado para mim completamente, mas também é verdade que, por razões de lealdade à equipe, não posso ignorar esta situação infeliz.

Mas como competidor também estou muito ansioso para encarar este desafio - diz Schumacher, em seu site oficial.

Schumacher, de 40 anos, vinha trabalhando como consultor da equipe e começará a fazer nos próximos dias um período de preparação para poder voltar a pilotar na próxima etapa. Heptacampeão mundial, o alemão voltará às pistas pouco menos de três anos após sua aposentadoria oficial. Sua última corrida na F-1 foi o GP do Brasil de 2006, em Interlagos, vencido por Felipe Massa.

- A Ferrari pretende colocar Michael Schumacher no carro de Felipe Massa até o brasileiro estar pronto para correr novamente. Michael Schumacher disse que está pronto e, nos próximos dias, ele passará por um específico programa de treinamento.

No fim, será dada a confirmação para ele participar do GP da Europa, no dia 23 de agosto - diz a nota oficial da Ferrari.

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Depois da vitória, Hamilton lamenta acidente e deseja melhoras a Massa

Britânico credita bom desempenho na Hungria à equipe da McLaren

Na entrevista coletiva após sua vitória no GP da Hungria de Fórmula 1, o britânico Lewis Hamilton, da McLaren, mostrou apoio ao brasileiro Felipe Massa e falou por todos os pilotos quando desejou melhoras.

- Ontem (sábado), foi um dia muito triste para a gente. Todos sentiram a falta do Felipe (Massa) na pista e esperamos que ele melhore e que saia muito bem dessa – afirmou Hamilton.

Sobre sua vitória, o piloto da McLaren elogiou o trabalho e as orientações da equipe. Fazia dez corridas que Hamilton não terminava no lugar mais alto do pódio.

- O carro está fantástico. É muito especial voltar ao pódio, vencer. Conseguir preservar os pneus muito bem. O time me orientou para tomar cuidado com eles, e tenho que agradecer a todos da minha equipe, a meus fãs e à minha família.
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Com pequena lesão no cérebro, Felipe Massa passará a noite em coma induzido

Boletim médico do hospital em Budapeste diz que brasileiro teve fraturas no crânio. Na manhã deste domingo, ele vai se submeter a uma tomografia

Após sofrer um grave acidente neste sábado, durante os treinos classificatórios para o GP da Hungria, o brasileiro Felipe Massa se submeteu a uma cirurgia no Hospital Militar de Budapeste e vai passar a noite em coma induzido, respirando por aparelhos.

De acordo com o último boletim da equipe médica, o piloto da Ferrari teve fraturas no crânio e uma pequena lesão no cérebro. Ele fará uma tomografia na manhã de domingo (às 5h de Brasília).

De acordo com o comunicado divulgado pela Ferrari, o exame médico mostrou, além do corte na testa, com cerca de oito centímetros, uma lesão na parte esquerda do crânio e uma concussão cerebral. A nota informou que a cirurgia foi bem-sucedida, mas o brasileiro passará a noite de sábado em observação na Unidade de Terapia Intensiva.

A Ferrari confirmou que o piloto está fora do GP da Hungria. Segundo o médico oficial do GP do Brasil, Dino Altmann, é possível que Massa fique até seis semanas parado.

O brasileiro foi atingido em seu capacete por uma mola de cerca de 12 centímetros, feita de metal, que se soltou do carro de Rubens Barrichello. A peça quicou na pista e atingiu Massa quando ele acelerava a aproximadamente 280km/h.

Rubens Barrichello foi ao hospital e não conseguiu ver Massa, mas conversou com os médicos e saiu mais aliviado.


- Eles não me deixaram chegar até o Felipe, o que é normal em uma situação como esta. Falei com dois doutores, e a cirurgia foi ótima. Mas como tudo que acontece na cabeça é um pouco delicado. Então ele tem que passar por um momento de espera. O Felipe tem que estar relaxado neste momento, por isso o coma induzido - explicou Rubinho, em entrevista à Rede Globo.

O comentarista da Rede Globo Luciano Burti também esteve no hospital.

- Correu tudo bem, o médico estava satisfeito com o resultado da cirurgia. A consequência do acidente varia de pessoa para pessoa.

Aparentemente, o Felipe está bem, e eles querem esperar ele acordar para poder ter certeza de que está tudo em ordem. O momento agora é de calma. O impacto na cabeça é sempre delicado, é como se fosse um hematoma. Esperam que amanhã, quando ele acordar, isso já esteja recuperado.

A agência de notícias Associated Press atribuiu ao diretor do hospital, Peter Bazso, a afirmação de que Massa está estável, mas ainda corre risco de morte. Uma fonte da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ouvida pela Rede Globo, no entanto, desmentiu a informação. O comentarista da Globo Luciano Burti, em sua conta no Twitter, também afirmou que não há risco:

- Para deixar bem claro, nada de risco de morte como saiu em alguns sites. Ele está sedado para se recuperar da concussão cerebral, apenas isso - disse Burti.
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Massa é atingido na cabeça por peça de carro de Rubinho, bate, mas passa bem


Piloto da Ferrari é levado para hospital em Budapeste com corte no olho esquerdo e não terá condições de disputar o GP neste domingo

Uma peça cai do carro de Rubens Barrichello, voa e atinge em cheio o capacete de Felipe Massa.

O piloto, a 280km/h, perde o controle de sua Ferrari, bate forte em um dos pontos mais rápidos de Hungaroring e quase desaparece sob a barreira de pneus.

A cena, uma semana depois da morte de Henry Surtees em uma corrida na Fórmula 2, causa tensão na Hungria. E em todo o mundo.

O brasileiro é atendido na pista, levado para o centro médico do circuito e, depois, de helicóptero, para um hospital de Budapeste.

Rubinho acompanha tudo e avisa: Massa estava consciente logo após o acidente. Um primeiro alívio. A escuderia italiana, então, informa: ele passa bem. Veja ao lado como foi.

As atenções já estavam bem longe de Hungaroring quando o espanhol Fernando Alonso cravou a pole position para o GP deste domingo. Massa não poderá disputar a prova.

Massa perdeu o controle de seu carro e saiu da pista na quarta curva. Segundo as imagens gravadas pela câmera instalada em seu carro, o capacete do brasileiro foi atingido logo antes da curva por uma mola da Brawn de Barrichello.



Em entrevista à repórter Mariana Becker, da Rede Globo, Rubinho disse que Massa estava consciente no centro médico.


- Ele tinha um corte na cabeça, talvez causado pela peça solta que pegou na cabeça, que talvez tenha caído do meu carro. Ele estava agitado, falando, consciente. Eles vão levá-lo para o hospital para fazer uma análise melhor. Tiveram de fazer ele adormecer por precaução, mas está tudo bem - diz Barrichello.

Agência/Reuters


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Vettel vence com facilidade e ameaça domínio da Brawn GP na temporada


Alemão lidera dobradinha da RBR, com Mark Webber em 2º. Rubens Barrichello é terceiro e Jenson Button, apenas o sexto

Com um desempenho excepcional desde a largada, Sebastian Vettel venceu sua segunda corrida na temporada, o GP da Inglaterra, em Silverstone. Com uma vantagem que chegou a um segundo para os demais por volta, o alemão liderou a dobradinha da RBR, que ainda teve Mark Webber na segunda posição.

O australiano superou Rubens Barrichello após a primeira rodada de pit stops e deixou o brasileiro da Brawn GP em terceiro, com um carro deficiente no circuito inglês. Ele correu com fortes dores nas costas, e teve de tomar uma injeção de cortisona antes da largada. É a primeira vez na temporada em que Jenson Button fica fora do pódio, mas ele permanece na liderança do campeonato.

Felipe Massa, da Ferrari, conseguiu uma brilhante quarta posição após largar apenas em 11º. Com trechos mais longos que os dos rivais, o brasileiro subiu na classificação nos momentos das paradas de boxes. Nico Rosberg, da Williams, chegou em quinto, logo à frente de Jenson Button, da Brawn GP, que ainda tentou uma pressão nas voltas finais, mas sem sucesso e ficou em sexto.

Jarno Trulli, da Toyota, completou a prova na sétima posição e Kimi Raikkonen, da Ferrari, completou a zona de pontuação, em oitavo. O finlandês ainda sofreu com a pressão do alemão Timo Glock na parte final da prova, mas conseguiu se manter à frente. Nelsinho Piquet, da Renault, fez uma corrida discreta, mas com muitas disputas. O brasileiro chegou a ultrapassar Lewis Hamilton e Fernando Alonso e acabou na 12ª posição, à frente do companheiro espanhol, apenas o 14º. O inglês da McLaren foi apenas o 16º colocado em sua corrida de casa.

No campeonato, Jenson Button manteve a liderança, mas viu sua vantagem para Rubens Barrichello, Sebastian Vettel e Mark Webber diminuir. O inglês tem agora 64 pontos, contra 41 do brasileiro. O alemão da RBR está com 39, 3,5 à frente do australiano, seu companheiro de equipe. A próxima corrida da Fórmula 1 será o GP da Alemanha, em Nürburgring, no dia 12 de julho


Vettel domina desde a largada, com muita facilidade

Na largada, Sebastian Vettel manteve a ponta, apesar da ameaça de Rubens Barrichello. Jenson Button, que estava em sexto, perdeu três posições e ficou atrás de Felipe Massa, que pulou bem e subiu para oitavo. Kimi Raikkonen também avançou, para a quinta posição. A saída não teve incidentes, apenas um pedaço danificado da asa dianteira de Nick Heidfeld, da BMW Sauber.

Logo na segunda volta, Jenson Button conseguiu recuperar a posição perdida na largada para Felipe Massa. O brasileiro errou na saída da curva Chapel, pisou na grama e cedeu a posição para o líder do campeonato, que assumiu a oitava posição.

Com um ritmo de corrida alucinante, Vettel abria quase um segundo por volta sobre Barrichello. O alemão se aproveitou da baixa temperatura em Silverstone, de 16ºC, condição em que o carro da RBR funciona melhor que o da Brawn, já que consegue aquecer os pneus mais rapidamente. A vantagem de Vettel já estava na casa dos 18 segundos na hora dos primeiros pit stops.
Na 15ª volta, Kazuki Nakajima foi o primeiro a parar nos boxes, seguido de Kimi Raikkonen, na passagem seguinte. O finlandês conseguiu se manter à frente do rival da Williams na volta das paradas. O japonês, aliás, foi o grande perdedor da primeira rodada de pit stops: ele caiu da quarta para a nona posição.

Na 20ª, foi a vez de Barrichello fazer seu pit stop, quando estava em segundo. Mark Webber, que estava atrás do brasileiro, entrou nos boxes na 21ª volta. Na volta, o australiano superou o brasileiro, que ainda tentou uma ultrapassagem na curva Copse, mas sem sucesso. Em primeiro, Vettel parou na 22ª e voltou à frente do companheiro com confortáveis 20 segundos de vantagem.

Felipe Massa foi o último dos primeiros colocados a parar, na 24ª volta, após apostar em um primeiro trecho mais longo. O brasileiro ganhou quatro posições no retorno à pista e assumiu a quinta posição na corrida. Em quarto, Nico Rosberg começava a andar mais rápido que Rubens Barrichello, com dificuldades com os pneus duros colocados em seu pit stop.

Antes do segundo pit stop, Barrichello continuava muito pressionado por Rosberg e Massa. Os três pilotos eram separados por menos de três segundos de vantagem, mas nenhum deles se colocava em posição de ultrapassagem. Na frente, a RBR pedia, pelo rádio, para Vettel economizar os pneus, enquanto Mark Webber não conseguia reduzir a vantagem de seu companheiro na prova.

Em quarto, Nico Rosberg foi o primeiro dos ponteiros a fazer a segunda parada, na 44ª volta. Felipe Massa entrou nos boxes duas voltas depois e ganhou a posição do alemão da Williams no retorno à pista. Na 48ª, foi a vez de Barrichello fazer o pit stop e voltar três segundos à frente dos dois rivais. Vettel e Webber também trocaram os pneus, mas as posições permaneceram inalteradas.

Na 50ª volta, Jenson Button fez a sua segunda parada e, enfim, conseguiu algum ganho na corrida. O inglês superou, por causa da tática, o italiano Jarno Trulli e o finlandês Kimi Raikkonen, subindo para a sexta posição e assegurando pontos preciosos para o campeonato.

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EQUIPES DA F1 ROMPEM COM A FIA

Segundo Max Mosley, Fota estaria quebrando contratos em vigor com a F-1

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta sexta-feira que vai entrar na Justiça contra a Associação das Equipes da Fórmula 1 (Fota). A entidade comandada pelos times pretende organizar uma nova categoria em 2010, após não chegar a um acordo com os dirigentes da FIA.

Max Mosley, presidente da FIA, respondeu ao racha promovido pela Fota com uma ameaça legal. Segundo ele, as equipes, especialmente a Ferrari, teriam compromissos pendentes que não poderiam ser quebrados ou desrespeitados. A federação vai adiar o anúncio das equipes inscritas para 2010, previsto inicialmente para este sábado.

Agência/Reuters

De saída: a Ferrari e outras sete equipes anunciaram a criação de um campeonato paralelo em 2010

- Os advogados da FIA examinaram a ameaça da Fota de criar uma nova categoria. As ações da Fota como um todo, especialmente da Ferrari, violam de forma séria as leis, incluindo relações contratuais, obrigações legais da equipe italiana, além do regulamento da competição. A FIA tomará medidas legais rapidamente.

A preparação para o campeonato de 2010 continua, mas os nomes das equipes só serão divulgados após a resolução do problema - diz Max Mosley, em comunicado oficial.

Sem acordo com a FIA, equipes rompem com a F-1 e lançam categoria paralela

Ferrari e McLaren estão entre os oito times que decidiram, em reunião nesta quinta-feira, não continuar no campeonato na próxima temporada

A crise na Fórmula 1 atingiu o status de racha nesta quinta-feira. Diante do impasse com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre o teto orçamentário para a próxima temporada, a Associação das Equipes (Fota) rompeu com F-1 e anunciou que vai organizar uma categoria paralela em 2010.

Após uma reunião de uma hora na fábrica da Renault, na cidade inglesa de Enstone, os oito times da Fota - Ferrari, McLaren, Renault, BMW Sauber, Toyota, Brawn GP, RBR e STR - confirmaram que não houve acordo com a FIA.

- As equipes não podem continuar a arriscar os valores fundamentais do esporte e se negaram a alterar suas inscrições condicionais para a temporada de 2010. Os times não têm alternativa a não ser se preparar para um novo campeonato, que reflita os valores de seus participantes e parceiros.

Esta categoria terá um governo transparente, um regulamento, além de encorajar novas inscrições e ouvir os anseios dos fãs, oferecendo ingressos mais baratos. Os melhores pilotos, estrelas, marcas, patrocinadores e promotores historicamente associadas com o mais alto nível do automobilismo estarão na nova categoria – disse um porta-voz da Fota.

As equipes da Fórmula 1 tinham até a noite desta sexta-feira para retirar as condições impostas nas inscrições provisórias feitas no início deste mês, sob o risco de ficar fora da F-1 em 2010. Max Mosley, presidente da FIA, escreveu uma carta aos times na quarta-feira, na qual fazia algumas concessões, mas deixava claro que o teto orçamentário não seria abandonado.

Além disso, o dirigente pediu para que as equipes se inscrevessem e se comprometeu a mudar o regulamento, fechando um novo Pacto da Concórdia, documento que rege as relações esportivas e comerciais na F-1.

Após receberem a carta de Max Mosley, as equipes decidiram se reunir na fábrica da Renault para discutir novas medidas e chegaram à conclusão de que não poderia haver um acordo com a FIA. A inclusão da Ferrari, da RBR e da STR na nova categoria deve gerar mais polêmica, já que a FIA alega que as três ainda tem contrato com a atual categoria.

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Após o sexto lugar, Felipe Massa lamenta: 'Foi um dia muito difícil para nós'

Brasileiro diz que carro da Ferrari não tinha desempenho para brigar

Após o sexto lugar no GP da Turquia, Felipe Massa lamentou a falta de desempenho do carro da Ferrari neste domingo. Segundo o brasileiro, não dava para enfrentar o ritmo dos carros da frente, muito mais rápidos que o dele.

- Foi um dia muito difícil para nós. Temos de aceitar o fato que o sexto lugar era o melhor que poderíamos fazer, porque não eramos rápidos o suficiente para brigar com os carros à nossa frente. Precisamos continuar a nos esforçar no desenvolvimento do carro para compensar a perda de desempenho, já na corrida de Silverstone.

Desde sexta, era complicado achar a maneira dos pneus funcionarem bem. Neste domingo, os macios funcionaram melhor do que nos outros dias, mas começar a prova com eles seria um risco por causa do desgaste, que parecia ser pronunciado - diz Massa.

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Com volta excepcional no fim, Vettel rouba a pole de Button na Turquia


Alemão da RBR acerta o terceiro setor já com o cronômetro zerado. Barrichello é o melhor brasileiro do grid, em terceiro

Com o cronômetro zerado e uma volta excelente, Sebastian Vettel roubou a pole de Jenson Button e sai na frente no GP da Turquia, que será disputado neste domingo. O alemão da RBR superou o líder do campeonato por 105 milésimos.

O inglês da Brawn GP largará na segunda posição do grid em Istambul.

Rubens Barrichello, companheiro de Button, foi o melhor brasileiro no treino classificatório e sai em terceiro lugar. O piloto tentou uma estratégia diferente na superpole, usando apenas um jogo de pneus duros e dando três voltas rápidas em sequência. Ele ficou apenas dois décimos atrás de Vettel.

A Rede Globo transmite o GP da Turquia às 9h deste domingo, com narração de Cléber Machado, comentários são de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e reportagem de Carlos Gil.

Mark Webber, da RBR, vai largar na quarta posição, completando o domínio da Brawn e da RBR nas duas primeiras filas do grid. Jarno Trulli, da Toyota, voltou a andar bem na Turquia e conseguiu o quinto lugar, um à frente do finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, que sai em sexto neste domingo.

Felipe Massa tinha expectativas de marcar sua quarta pole position no circuito turco, mas conseguiu apenas o sétimo lugar no treino classificatório. O brasileiro da Ferrari ficou à frente do bicampeão Fernando Alonso, da Renault, o oitavo colocado. Nico Rosberg, da Williams, foi o nono, e Robert Kubica, da BMW Sauber, completou a lista dos dez primeiros colocados no grid de largada.


Hamilton e Nelsinho são eliminados na primeira parte do treino

Lewis Hamilton, atual campeão mundial, não conseguiu passar da primeira parte do treino classificatório (Q1) pela segunda corrida consecutiva. O inglês da McLaren tinha errado no GP de Mônaco, quando bateu de traseira na curva Mirabeau e teve de trocar o câmbio, largando em último. Neste sábado, na Turquia, ele não cometeu falhas, mas sofreu com um carro muito "nervoso" e marcou apenas o 16º tempo.

Outro eliminado ainda no Q1 foi Nelsinho Piquet. O brasileiro da Renault rodou duas vezes em suas duas últimas tentativas de marcar um bom tempo. Na segunda delas, ele ficou atolado na caixa de brita e encerrou o treino. Na volta aos boxes, o piloto reclamou dos freios, que o teriam deixado na mão em ambas as saídas de pista.

- O carro teve problemas com o freio. No fim do primeiro jogo de pneus, o freio ficou longo, piorou e acabou. Aí, antes do treino chegar ao fim, eu saí da pista - diz Nelsinho, em entrevista ao repórter Carlos Gil, da Rede Globo.

Na segunda parte do treino (Q2), o destaque entre os eliminados foi Heikki Kovalainen, da McLaren. O finlandês, mais rápido nos treinos livres de sexta, confirmou os problemas do MP4/24 em pistas que exigem bastante da parte aerodinâmica, caso da Turquia. Ele vai largar apenas na 14ª posição, embora possa comemorar ter ficado à frente de Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe.

Nick Heidfeld, da BMW Sauber, não conseguiu acompanhar o ritmo de Robert Kubica, seu companheiro de equipe, e foi eliminado no Q2. O alemão estava na décima posição até a última volta da segunda parte, quando Nico Rosberg, da Williams, superou seu tempo e conseguiu a última vaga na superpole.

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Litespeed e Lola confirmam inscrição para próxima temporada da Fórmula 1


Equipes novatas entregam documentos à FIA no último dia de inscrição

Mais duas equipes confirmaram a inscrição para disputar a temporada 2010 da Fórmula 1. Lola e Litespeed entregaram os documentos necessários à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para tentar garantir uma das 13 vagas disponíveis para a próxima temporada.

Com a inscrição das dez equipes que disputam o campeonato atualmente anunciada pela Associação dos Times de Fórmula 1 (Fota), mas com algumas ressalvas, até o momento 15 equipes já se inscreveram para o próximo campeonato. Como o limite de carros no grid é 26, duas equipes, pelo menos, ficarão de fora.

A Lola, que já havia anunciado o interesse em entrar na categoria no ano que vem, confirmou o envio da solicitação nesta sexta-feira, último dia do prazo para inscrições para 2010.

A fabricante de chassi baseada em Huntingdon, na Inglaterra, é considerada a maior construtora de carros de corrida do mundo e esteve na Fórmula 1 pela última vez em 1997, quando teve o brasileiro Ricardo Rosset e o italiano Vicenzo Sospiri como pilotos.

A Litespeed é uma equipe da tradicional Fórmula 3 Inglesa e conta com o brasileiro Victor Corrêa como piloto do time nesta temporada do campeonato.

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JENSON BUTTON VENCE O GP DE MÔNACO!


O inglês da Brawn vence mais uma! É sua quinta vitória em seis corridas! Barrichello termina em segundo! Raikkonen é o terceiro! Massa é o quarto! Webber chega em quinto! Rosberg é o sexto! Alonso é o sétimo! Bourdais termina em oitavo! Esses são os oito primeiros, que pontuam em Mônaco!!
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Após derrota na Justiça, Ferrari diz que F-1 deveria se chamar 'Fórmula GP3'


Max Mosley diz que equipe colocou seus interesses acima dos da Fórmula 1

Após a derrota na Justiça francesa, a Ferrari demonstrou toda a sua contrariedade à decisão em seu site oficial. De acordo com o texto, após a saída da equipe italiana e dos times comandados por grandes montadoras, a Fórmula 1 poderia passar a se chamar "Fórmula GP3", em alusão aos times que demonstraram interesse em correr na temporada 2010.

Ferrari, Renault, RBR, STR e Toyota não deverão se inscrever para o campeonato de 2010 até a data-limite de 29 de maio.

Confira o comunicado publicado no site oficial da Ferrari:

"Wirth Research, Lola, USF1, Epsilon Euskadi, RML, Formtech, Campos, iSport: esses são os nomes das equipes, que deverão competir na Fórmula 1 de duas classes que Mosley quer. Um campeonato mundial com times como esses - com todo o respeito - teria o mesmo valor do atual, onde a Ferrari e outras grandes montadoras e equipes, que criaram a história do esporte, disputam? Não seria melhor chamar isso de Fórmula GP3?".
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Button voa no último minuto e tira a pole de Vettel no GP da Espanha


Inglês da Brawn larga pela terceira vez na primeira posição nesta temporada; Barrichello sai em terceiro e Massa, em quarto

Com um tempo excepcional no último trecho de sua volta, Jenson Button marcou a pole position do GP da Espanha, que será disputado neste domingo. O inglês da Brawn GP abriu sua última volta a apenas um segundo do fim da superpole e tirou a primeira posição de Sebastian Vettel, da RBR, por apenas 133 milésimos. É a terceira vez que o líder do campeonato larga na posição de honra do grid nesta temporada.

Rubens Barrichello, que marcou o melhor tempo do fim de semana na segunda parte do treino (Q2), com 1m19s954, ficou com a terceira posição, após ser superado por Button e Vettel quando o cronômetro já estava zerado. Felipe Massa marcou o quarto tempo e completou a segunda fila brasileira no GP da Espanha.

A Rede Globo transmite o GP da Espanha às 9h (de Brasília) deste domingo, com narração de Galvão Bueno, comentários de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e reportagem de Mariana Becker. O GLOBOESPORTE.COM acompanha, em Tempo Real, as 66 voltas da prova.

O australiano Mark Webber, companheiro de Sebastian Vettel na RBR, ficou com o quinto melhor tempo do treino, à frente do alemão Timo Glock e do italiano Jarno Trulli, ambos da Toyota. Correndo em casa, Fernando Alonso, da Renault, larga na oitava posição após conseguir uma vaga na superpole no último segundo do Q2.

O alemão Nico Rosberg, da Williams, marcou o nono tempo, logo à frente de Robert Kubica, da BMW Sauber. O polonês conseguiu uma vaga surpreendente na parte final do treino, mas não conseguiu passar do décimo lugar. O piloto deve ter apostado em um carro muito pesado, já que ficou mais de dois segundos atrás do pole Button.


Raikkonen e Kovalainen caem fora ainda na primeira parte

A principal surpresa da primeira parte do treino classificatório (Q1) foi a eliminação de Kimi Raikkonen, da Ferrari, que vai largar apenas em 16º. O finlandês marcou seu tempo ainda no início da sessão e teve seu carro recolhido aos boxes da equipe italiana com apenas cinco voltas, o piloto que menos andou neste trecho. Após sair do cockpit, ele reclamou muito do time, que o teria deixado fora da pista durante muito tempo.

Heikki Kovalainen mostrou que a McLaren ainda precisa trabalhar muito para evoluir na temporada. O finlandês marcou apenas o 18º tempo, à frente apenas de Adrian Sutil e Giancarlo Fisichella, a dupla da Force India, que formará a última fila na corrida deste domingo. Sebastien Bourdais, da STR, superou o piloto da McLaren no fim da primeira parte e sai em 17º lugar.

Nelsinho Piquet conseguiu seu melhor treino classificatório do ano e ficou a menos de um décimo do companheiro Fernando Alonso na segunda parte do treino (Q2), com 1m20s604. O brasileiro da Renault acabou fora da superpole, mas conseguiu mostrar à equipe que consegue andar no ritmo do espanhol bicampeão. Ele vai largar na 12ª posição na corrida deste domingo em Barcelona.

Lewis Hamilton, atual campeão mundial, também não conseguiu vaga na superpole. O inglês, aliás, ficou bem longe disso, com a 14ª posição no grid de largada deste domingo. O desempenho dos pilotos da McLaren ficou muito aquém do esperado, após a reação nos últimos GPs, na China e no Bahrein.

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Há 15 anos, na Tamburello, Ayrton Senna deixava as pistas e entrava para a história


Acidente fatal a 300km/h na Itália encerrou de forma abrupta a carreira de um dos maiores ícones do automobilismo em todos os tempos

Há exatos 15 anos, em 1º de maio de 1994, uma curva traiçoeira mudou a história do esporte. Quando a Williams de Ayrton Senna passou reto na Tamburello a mais de 300km/h, o Brasil perdeu um de seus maiores ídolos. Da batida forte no muro de proteção à notícia da morte, algumas horas depois, o país inteiro sofreu. E 15 anos não foram suficientes, nem de longe, para apagar da memória os feitos extraordinários do piloto.

O tricampeão mundial de Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991) largou na pole position do GP de San Marino, em Imola. Quando sofreu uma quebra na barra de direção, o carro perdeu o controle na curva e bateu forte no muro.

Um dos braços da suspensão dianteira foi projetado contra o capacete de Senna. A angústia chegou ao auge quando a morte foi confirmada no Hospital Maggiore, em Bolonha (Itália), após frustradas tentativas dos médicos. Naquele domingo, o torcedor brasileiro viu pela TV o fim abrupto de uma trajetória brilhante que começou bem antes da Fórmula 1. Senna passou pelo automobilismo inglês e conquistou títulos em todas as categorias: F-Ford 1600, 2000 e F-3 Inglesa. No principal palco do automobilismo, o tricampeão venceu 41 vezes e fez 65 pole positions para garantir seu lugar entre os maiores nomes da história, num prestígio que ultrapassa as fronteiras do Brasil e até do próprio automobilismo.

Além da competência nas pistas, Senna também ficou conhecido pela generosidade fora delas. Ele iniciou obras filantrópicas que deram origem ao Instituto Ayrton Senna, que hoje atende cerca de 400 mil crianças e jovens em todo o Brasil. Viviane, sua irmã, toca o projeto desde sua criação.

Sua importância para a Fórmula 1 se reflete nos elogios rasgados que arrancou ao longo da carreira – e nas polêmicas em que se envolveu vez por outra. O chefão da categoria, Bernie Ecclestone, não tem dúvidas em afirmar quem foi o maior da história. Para ele, nem o multicampeão Michael Schumacher chega perto.

- Ayrton tinha um carisma que Schumacher não foi capaz de transmitir. Fernando Alonso ainda tem tempo para conquistar isso, mas ainda está muito longe de transmitir emoções parecidas com as que Senna despertava nas pessoas – afirmou Ecclestone há dois anos.

Títulos na Fórmula 1 3 (1988, 1990 e 1991 - todos com McLaren-Honda)
Vitórias 41
Pole positions 65
Pontos 614
GPs disputados 161
GPs finalizados 105
Pódios 80
Voltas na liderança 2.987
Quilômetros na liderança 13.676
Total de voltas percorridas 8.219
Total de quilômetros percorridos 37.934
Largadas na primeira fila 87
Vitórias com pole position 29
Vitórias de ponta a ponta 19
Voltas mais rápidas 19
Máximo de poles conseguidas em uma só temporada 13 (em 1988 e 1989)
Pole positions consecutivas 8, nos seguintes GPs: Espanha, Austrália, Brasil, San Marino, Mônaco, México e EUA (1988) e Brasil (1989)
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