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Após mais um recorde, Cielo avalia: ‘Acho que cheguei num patamar único’

Campeão olímpico bate o recorde mundial dos 50m livre em São Paulo

Poderia parecer um sonho distante para qualquer atleta terminar o ano como campeão mundial e recordista em duas provas. Mas não para Cesar Cielo.

O velocista brasileiro adicionou em seu currículo nesta sexta-feira, no Torneio Open de Natação, a marca que ainda lhe faltava, nos 50m livre, com o tempo de 20s91. Diante de tantas conquistas em 2009, Cielo agora só pensa em curtir a vida “de um jovem de 22 anos”.

Confira, a seguir, os melhores momentos da entrevista com o nadador Cesar Cielo após a façanha desta sexta-feira. O velocista afirmou ter chegado a um “patamar único” e avisou que ainda dá para continuar baixando os seus tempos.

Alívio

- Eu estava engasgado já com esses recordes aqui. Toda hora batendo na trave. Não aguentava mais ouvir o pessoal gritar uhuu. São esses poucos momentos que fazem tudo valer a pena.

2009

- Nunca fui o melhor no papel. Sempre ganhava, mas não tinha o tempo no papel. Agora, sou campeão mundial nos 50 e 100 e recordista mundial das duas provas. Acho que cheguei num patamar único, onde poucos velocistas chegaram até hoje. Este foi o melhor ano da minha vida, que servirá de molde para o resto da minha carreira.

20s86, no papel

- Eu até pensei em colocar hoje no papel 20s92. Mas decidi deixar este mesmo. Quanto mais baixo, melhor. (Na quinta, Cielo entregou um papel dobrado ao técnico Albertinho, com o tempo de 20s86, marca que desejava atingir na prova)

Agência/Estado

Cesar Cielo vibra após a vitória e a conquista do recorde nos 50m livre, em São Paulo

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Com banca de imperador, Cielo conquista mais um ouro em Roma

Após bater em primeiro nos 100m, brasileiro repete o feito de Pequim em sua prova favorita e se consolida como um ás da velocidade na água

Foram duas batidas no peito, que àquela altura já estava todo avermelhado. O sinal da cruz se repetiu quatro vezes, e o dedo indicador não parava de apontar para o céu.

César Cielo tinha acabado de plantar uma certeza no Foro Itálico: quando os grandes estão dentro d'água, ninguém é mais rápido que ele. Após conquistar o ouro nos 100m livre, o brasileiro voltou a bater primeiro neste sábado, desta vez nos 50m, repetindo o feito dos Jogos de Pequim.

Satiro Sodré/GLOBOESPORTE.COM

Cielo abre o sorriso após a prova: o brasileiro agora é campeão olímpico e mundial nos 50m

Com o tempo de 21s08, o recorde mundial não veio – "apenas" o do campeonato. O francês Frederick Bousquet continua sendo o dono da melhor marca (20s94), mas ainda não foi desta vez que bateu na frente do brasileiro. Bousquet ficou com a prata (21s21), e o também francês Amaury Leveaux conquistou o bronze (21s25).

- Eu não esperava isso depois das Olimpíadas. É muito treino, é até perigoso estar tão confiante. Nos 50m, é pura cabeça. Eu estava com a cabeça boa hoje, e agora é comemorar muito. Quero comemorar com todo mundo que me ajudou.

A sensação de ter a torcida junto é muito boa. Estou na Itália, mas a sensação é de estar em casa. É espetacular. Isso é a realização do sonho – afirmou o brasileiro, logo após deixar a piscina.

A cada pódio de Cielo, a reedição da batalha entre o nadador e as lágrimas. Desta vez, sabendo que todos esperavam o choro, ele manteve o sorriso aberto. Mas a emoção se impôs de novo. Já no fim do Hino Nacional, com a câmera da TV italiana fechada no rosto do campeão, ele fechou os olhos e uma lágrima tímida se soltou. Só para manter o protocolo.

O sorriso logo voltou e, quando Cielo desceu do pódio, subiu os degraus ao lado da piscina para procurar a família. Ganhou o beijo da mãe, Flávia, e desceu para as fotos oficiais ao lado de Bousquet e Leveaux.

Se a emoção não foi tão gritante como no pódio dos 100m, pode ser um sinal de que as conquistas de Cielo avançam mais rápido que a sua capacidade de produzir lágrimas.


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Com fome de ouro, César Cielo brilha e quebra o recorde mundial nos 100m livre

Dois dias antes de disputar sua prova favorita, brasileiro dá show no Foro Itálico e garante ao país a primeira vitória em Mundiais desde 1982

César Cielo tem pressa. Para alguém tão acostumado à velocidade, a final dos 50m livre no sábado ainda parece um futuro distante.

E se a prova favorita demorava a chegar, Cielo resolveu descontar a pressa nos 100m. Azar dos concorrentes. Em 46s91, o brasileiro foi e voltou na piscina do Foro Itálico para bater o recorde mundial da prova e garantir o primeiro ouro do país no Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma.

Agência/AFP

Com o peito vermelho, Cielo vibra: quase um ano após Pequim, o brasileiro brilha de novo

Na cerimônia de premiação, Cielo subiu no palanque branco com um largo sorriso no rosto. Abraçou os franceses Alain Bernard e Frederick Bousquet, que completavam o pódio, e recebeu sua histórica medalha de ouro. Cantou o Hino Nacional até a metade, e a partir dali se dedicou à missão de segurar o choro.

Foi por pouco tempo. Quando a primeira lágrima caiu, as arquibancadas explodiram em aplausos para o maior nadador brasileiro de todos os tempos.

Lá se iam 27 anos desde que o país conquistou seu último – e até então único – ouro em Mundiais. Foi com Ricardo Prado, em 1982, no Equador. Aos 17 anos, ele nadou os 400m medley em 4m19s78 e bateu o recorde mundial. Cielo, no entanto, é o primeiro brasileiro a ser campeão mundial e olímpico.

Favorito para vencer a prova, Alain Bernard conquistou a prata com 47s12, e o bronze ficou com Frederick Bousquet em (47s25).

Cielo virou os primeiros 50m em segundo lugar (22s17), atrás de Bousquet (22s14), que perdeu duas posições na segunda metade da disputa. Cielo apertou o ritmo nos últimos metros e, por 21 centésimos, garantiu o ouro e o recorde mundial.



A marca anterior era do australiano Eamon Sullivan, com 47s05. O brasileiro Nicolas Oliveira também disputou a final, mas terminou em oitavo, com 48s01.

Cielo passa a ser o primeiro nadador da história a nadar a prova abaixo dos 47 segundos. Alain Bernard também tinha conseguido o feito, mas seu recorde não foi homologado pela Federação Internacional de Natação, já que o maiô não estava aprovado.

Assim que bateu em primeiro, Cielo arrancou a touca e vibrou muito olhando para as arquibancadas. Com o peito todo vermelho, fruto dos tradicionais tapas antes da prova, o brasileiro deixou a piscina exausto, com as pernas doendo, mas com a certeza do dever cumprido. Exausto, ele festejou o feito.

- É sensacional. São dois anos na minha carreira para entrar para a história. Cresci assistindo ao Gustavo Borges nadando essa prova, não tem nada igual. É um sonho sendo realizado. Estou doendo muito agora, minha perna dói, está difícil até de pensar. Valeu a pena. Deu certo de novo. Agora é comemorar com a maior alegria que eu poderia ter - afirmou Cielo, com a fala ofegante e o sorriso aberto.

Agência/AFP

No pódio, enquanto o Hino Nacional tocava, César Cielo finalmente foi derrotado. Pelas lágrimas

Até Phelps se rende ao brasileiro

Logo após a prova, o americano Michael Phelps, que abriu mão da disputa, dava entrevista a uma rede de TV dos Estados Unidos. Questionado sobre a decisão de não nadar os 100m livre, ele afirmou.

- Acabei de ver o César Cielo nadar e tive uma certeza: eu não ganharia esta prova de jeito nenhum.

A esta altura, nem o fenômeno da natação mundial tem dúvidas sobre quem é o melhor do planeta em provas rápidas.

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Cielo fica em segundo nas eliminatórias dos 50m livre da seletiva americana


Nos 100m borboleta, Michael Phelps faz o melhor tempo e avança à final

O campeão olímpico César Cielo fez o segundo melhor tempo das eliminatórias dos 50m livre da seletiva americana, que está sendo realizada em Indianápolis, para o Mundial de Roma.

Nadando apenas como treinamento para a competição italiana, o brasileiro completou a prova em 21s71. Nos 100m borboleta, domínio de Michael Phelps.

Alem de testar sua condição duas semanas antes do mundial, Cielo veio a Indianápolis em busca de bater seus melhores tempos nos 50m e 100m livre.

Na manha desta quinta, entretanto, o brasileiro ficou longe do seu recorde sul-americano nos 50m livre. Mesmo assim, ficou atrás apenas de Cullen Jones (21s54). James Feigen fez o terceiro melhor tempo 21s92. No feminino, a veterana nadadora Dara Torres conseguiu a melhor marca das eliminatórias (24s72).

Phelps é o melhor nos 100m borboleta

Apesar de mais uma vez fazer o melhor tempo das eliminatórias com 51s17, Michael Phelps não chegou perto do recorde mundial nos 100m borboleta de Ian Crocker (50s40). Tyler Mcgill e o recordista mundial dos 100m costas Aaron Peirsol foram o segundo (51s76) e o terceiro (51s86) melhores.

Nos 100m costas feminino, Kasey Carlson foi a melhor das eliminatórias após bater o recorde do campeonato com o tempo de 1m06s66. A marca anterior (1m06s85) era de Jéssica Hardy. Nos 400m medley, Julia Smit terminou em primeiro com o tempo de 4m40s27.

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Após desistir dos 50m livre, Michael Phelps perde o ouro nos 100m costas


Americano conquista a prata em sua terceira final no Grand Prix de Charlotte. Recordista mundial, Aaron Peirsol vence a prova

Michael Phelps achou melhor se poupar neste sábado. Depois de um desempenho fraco nas eliminatórias dos 50m livre, prova que não costuma competir, o americano abriu mão da final. Ainda tinha mais uma medalha em vista. E nadou atrás dela.

De costas. Teve, porém, de se contentar com a prata. Nos 100m costas, foi superado pelo recordista mundial Aaron Peirsol, mas garantiu sua terceira medalha em três finais disputadas – foi ouro nos 200m livre e nos 100m borboleta - no Grand Prix de Charlotte, competição que marca sua volta às piscinas desde os oito ouros dos Jogos Olímpicos de Pequim e da suspensão de três meses por ter sido flagrado fumando maconha.

O fenômeno da natação fechará sua participação no Grand Prix de Charlotte neste domingo, durante a prova dos 100m livre. As eliminatórias começam às 10h (de Brasília).

Phelps não nadou os 100m costas em Pequim, mas as eliminatórias deste sábado o deixaram motivado. Tinha feito o segundo melhor tempo (55s61), ficando justamente atrás de Aaron Peirsol, que em Pequim estabeleceu o recorde mundial da prova (52s54). Na final, Aaron marcou 53s32, e Phelps nadou a 53s79. O também americano Nick Thoman ficou com o bronze (54s76).

Dono do oitavo tempo nas eliminatórias dos 50m livre, Michael Phelps abriu mão da final da prova em que o brasileiro César Cielo é o campeão olímpico. Quem brilhou no Grand Prix de Charlotte foi o recordista mundial, o Frederick Bousquet. Ele venceu com 21s33.

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Thiago Pereira comenta caso de Phelps com droga: ‘Ele errou e sabe disso’


Para brasileiro, incidente com o nadador americano deve ser esquecido

Uma semana antes da volta de Michael Phelps às piscinas, após suspensão por usar maconha, Thiago Pereira deu sua opinião sobre o assunto. Para o nadador brasileiro, o fenômeno americano “errou”, embora defenda que esse caso seja esquecido.

- É triste ver um grande atleta como ele, um dos maiores do mundo, se envolver. Ele errou e sabe disso. Com certeza, não vai fazer isso de novo. Então, acho que a gente tem que esquecer um pouco essa história e lembrar mais dele pelos seus grandes feitos – avaliou.

Thiago, que apesar de estar fora de forma conquistou a medalha de ouro nos 400m medley no Troféu Maria Lenk, já tem um encontro marcado com o rival Michael Phelps após a suspensão. Os dois nadadores vão participar do Meeting de Charlotte, nos Estados Unidos, na semana que vem.

- Eu não tenho ideia de como ele vai estar porque ele ficou seis meses de férias – comentou Thiago.

Michael Phelps foi suspenso por três meses pela Federação de Natação dos Estados Unidos por ter sido fotografado fumando maconha.

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Bolt, C.Ronaldo, Rossi, Hamilton, Nadal e Phelps lutam por 'Oscar do Esporte'


Nadador paraolímpico Daniel Dias é o único brasileiro indicado ao prêmio

Considerado o "Oscar do esporte", o prêmio Laureus divulgou, nesta quinta-feira, a lista dos finalistas. Na categoria masculina, entre os candidatos na briga pelo troféu, constam nomes como Usain Bolt, Lewis Hamilton, Rafael Nadal e Michael Phelps. Já no feminino a briga também é em alto nível, com destaque para a tenista Venus Williams e a saltadora Yelena Isinbayeva.

O brasileiro Daniel Dias, que faturou quatro medalhas de ouro, outras quatro de prata e uma de bronze nas Paraolimpíadas de Pequim, é o único representante tupiniquim remanescente.

Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Hamilton, Isinbayeva, Nadal, Cristiano Ronaldo, Serena Williams e Phelps estão entre indicados

Confira a lista de indicados ao prêmio em cada categoria:

Melhor atleta (masculino): Rafael Nadal (tênis), Valentino Rossi (motociclismo), Cristiano Ronaldo (futebol), Usain Bolt (atletismo), Michael Phelps (natação), Lewis Hamilton (automobilismo)

Melhor atleta (feminino): Tirunesh Dibaba (atletismo), Yelena Isinbayeva (salto com vara) Lorena Ochoa (golfe), Stephanie Rice (natação), a Lindsey Vonn (esqui) e Venus Williams (tênis) Melhor atleta (paraolímpico): Daniel Dias (natação), April Holmes (atletismo), Darren Kenny (ciclismo), Jonas Jacobsson (tiro), Teresa Perales (natação) e Zhang Lixin (atletismo)

Melhor equipe: Boston Celtics (basquete), China (delegação olímpica), Grã-Bretanha (ciclismo), Jamaica (atletismo), Manchester United (futebol) e Espanha (futebol)

Revelação: Rebecca Adlington (natação), Novak Djokovic (tênis), Ana Ivanovic (tênis), Anthony Kim (golfe), Sebastian Vettel (Fórmula 1) e Zou Kai (ginástica artística)

Melhor retorno: Vitali Klitschko (boxe), Anna Meares (ciclismo), Greg Norman (golfe), Matthias Steiner (levantamento de peso), Maarten van der Weijden (natação) e Tiger Woods (golfe)

Melhor esportista radical: Julien Absalon (mountain bike), Stephanie Gilmore (surfe), Aaron Hadlow (kiteboard), Tanner Hall (esqui), Kelly Slater (surfe) e Shaun White (snowboard)

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