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Nilmar 'cumpre requisito' e iguala trio de gols de atacantes titulares

Atacante se junta a Robinho e Luís Fabiano na lista dos jogadores que marcaram três vezes em uma partida na era Dunga

Luis Fabiano e Robinho estão quase garantidos na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. E a atuação de Nilmar na vitória por 4 a 2 sobre o Chile, em Salvador, também o aproximou do status. Até nas estatísticas.

Em 48 jogos desde que Dunga assumiu a seleção brasileira somente outros dois jogadores conseguiram balançar as redes adversárias três vezes em um mesmo jogo: justamente a dupla de ataque titular.

Robinho realizou o feito também em jogo contra os chilenos. Só a competição que mudou. Em vez de eliminatórias, Copa América e vitória por 3 a 0, na Venezuela, em 2007. O dia da "tripleta" do Fabuloso foi na goleada por 6 a 2 sobre Portugal, em amistoso realizado no fim de 2008.

Sorridente, Nilmar reconheceu que o desempenho pode deixá-lo mais próximo da Copa.

- O Dunga costuma valorizar as atuações dos jogadores e por isso acho que dei um passo importante para a próxima convocação. Atacante tem essa obrigação (de fazer gol). Da seleção então... – disse.

O próximo compromisso da seleção brasileira será no dia 10 de outubro contra a Bolívia, em La Paz. Quatro dias depois, a equipe encerra sua participação nas eliminatórias contra a Venezuela, em Campo Grande-MS.
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‘Olé’ deixa oba-oba de lado e critica duramente a Argentina de Maradona


‘Não vamos a lugar nenhum’, escreve a publicação portenha um dia após o revés dos hermanos diante do Paraguai

Famoso por manchetes provocativas e engraçadas, principalmente com os brasileiros, o diário portenho “Olé” estampou uma capa “fúnebre” nesta quinta, um dia depois da derrota da Argentina para o Paraguai por 1 a 0.

Com o resultado, a seleção de Maradona caiu para o quinto lugar das eliminatórias sul-americanas e se complicou para conseguir uma das quatro vagas diretas do continente para a Copa de 2010.

- Não vamos a lugar nenhum - escreveu o diário , estampando a foto de um triste Maradona.

A publicação ainda escreveu que a seleção argentina está perdida, que Messi não produziu nada e que o Paraguai deu um baile no estádio Defensores Del Chaco, em Assunção.


A Argentina está com 22 pontos, em quinto lugar (um à frente do Uruguai, sexto). Se as eliminatórias terminassem hoje, os hermanos teriam de jogar uma repescagem contra o quarto colocado das eliminatórias da Concacaf.
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Brasil derruba Argentina de Maradona e carimba passaporte para a Copa

Dieguito rezou, catimbou, pressionou... Mas seleção de Dunga vence por 3 a 1 em Rosário e garante classificação para a África do Sul

Primeira chamada. Destino: África do Sul. Os argentinos rezaram, pediram ajuda divina antes da partida. Nada adiantou. Os deuses do futebol são brasileiros.

Com direito a aplausos dos torcedores "hermanos" e gritos de "olé" dos brasucas, o Brasil carimbou o passaporte para a Copa do Mundo de 2010 neste sábado, em Rosário, com uma atuação de gala, que misturou talento e frieza.

Sem cair na provocação e no clima de guerra da torcida, a seleção venceu a Argentina por 3 a 1 e garantiu uma das quatro vagas sul-americanas para o Mundial com três rodadas de antecedência devido à derrota do Equador por 2 a 0 para a Colômbia.

Luís Fabiano, autor de dois gols, assumiu a artilharia das eliminatórias com nove, superando o boliviano Botero, que tem oito.

O zagueiro Luisão fez o outro gol brasileiro. Dátolo descontou. Com o resultado, a Argentina ficou em uma situação delicada. Em quarto lugar com 22 pontos, ainda vai enfrentar Paraguai e Uruguai fora de casa nos três jogos que restam na competição.

Agência/Reuters

Luis Fabiano, Kaká e Maicon comemoram: reza argentina pouco adiantou em Rosário


Dunga conquistou a terceira vitória sobre os argentinos desde que assumiu a seleção brasileira, em 2006. E o Brasil confirmou a superioridade nesta década. Foram dez duelos, com seis vitórias brasileiras, dois empates e duas derrotas. Além disso, acabou com duas enormes invencibilidades dos nossos hermanos. Eles não perdiam uma partida em casa há 41 jogos. E foi a segunda derrota da Argentina como mandante na história das eliminatórias em exatas 50 partidas. A outra havia sido para a Colômbia, em 1993, por 5 a 0.

Na próxima quarta-feira, o Brasil encara o Chile, em Salvador, em um jogo festivo, que vai servir para comemorar a classificação. Já a Argentina vai até Assunção para enfrentar o Paraguai.

A vaga para a Copa do Mundo veio premiar um momento abençoado da seleção brasileira. A equipe comandada por Dunga está invicta há quase 15 meses. Desde então foram 18 jogos, com 14 vitórias e quatro empates. O Brasil vem de dez vitórias consecutivas: Peru, Uruguai, Paraguai e Argentina nas eliminatórias; Egito, Estados Unidos (duas vezes), Itália e África do Sul pela Copa das Confederações e o amistoso contra a Estônia.

Diego Maradona, que foi um velho freguês dos brasileiros como jogador, manteve a tradição também como técnico. Com a camisa argentina, ele enfrentou seis vezes o Brasil e só conquistou uma vitória. Foram ainda três triunfos brasileiros e dois empates. Após assumir a seleção em outubro do ano passado, substituindo Alfio Basile, Maradona tem três
derrotas e seis vitórias em nove partidas.

Com os três gols contra os argentinos, a seleção chegou aos 100 gols na era Dunga. São ainda 33 vitórias, dez empates e quatro derrotas. Luis Fabiano é o artilheiro neste período com 19 gols.

Baile brasileiro no primeiro tempo

O clima hostil no Gigante de Arroyito foi notado antes da partida. Uma bomba foi atirada no goleiro Julio César quando ele fazia o aquecimento perto da torcida argentina. O susto foi grande, mas ainda bem que não passou disso. Pouco depois, quando os jogadores reservas do Brasil se dirigiam para o banco, uma garrafa de água foi jogada em direção a eles pelos torcedores. Não acertou ninguém. Dunga pegou o objeto com tranquilidade do chão e o entregou a um representante da Conmebol, que levou a garrafa até o quarto árbitro.

Kaká deu o primeiro toque na bola. Mas foi a Argentina quem começou a mil por hora. A seleção arriscava ao deixar Messi com uma certa liberdade no meio-campo. Mas o entusiasmo dos nossos hermanos não refletia em boas jogadas. O Brasil, assustado, também não criava e procurava esfriar a partida.

O primeiro lance de perigo aconteceu aos 12 minutos. Messi recebeu livre na entrada da área e chutou no ângulo direito de Julio César. O goleiro só observou a bola sair muito perto da trave. Kaká passou, então, a pedir com gestos para a seleção brasileira marcar mais à frente. Mas o problema era que Messi continuava livre. Aos 17, ele deu uma arrancada, passou por quatro brasileiros, e foi travado na hora do chute por Maicon. Foi por pouco. O Brasil estava acuado em campo. Em um mesmo lance, Lúcio e Kaká receberam cartão amarelo. Os dois, com isso, estão fora da partida contra o Chile, na próxima quarta-feira, em Salvador. Assim como Luis Fabiano, que pouco depois também foi advertido pelo árbitro.

Mas a seleção brasileira tem estrela. Luis Fabiano sofreu uma falta na intermediária. Elano cobrou para a área e Luisão, livre de marcação, cabeceou no canto esquerdo de Mariano Andujar. Brasil 1 a 0 aos 24 minutos. Foi o segundo gol do zagueiro em cima dos argentinos. Em 2004, na final da Copa América, o brasileiro também havia feito um de cabeça. E o gol saiu justamente na jogada mais ensaiada por Dunga nos treinos.

O jogo esquentou. Após uma falta em Kaká, Mascherano foi para cima de Robinho. O árbitro Oscar Ruiz chamou os dois. E deu uma bronca no brasileiro, que pouco antes havia pedalado em uma jogada na lateral. O atacante não ficou nada feliz com o questionamento e ficou alegando que estava tentando o drible. Mas a seleção respondia na bola. Kaká foi até a linha de fundo e tocou para Maicon. O lateral chutou rasteiro. Mariano Andujar espalmou para o meio da área e Luis Fabiano, com toda tranquilidade, só tocou para o fundo da rede. Brasil 2 a 0 aos 30 minutos. Na comemoração, os jogadores brasileiros chutaram a bola para o meio da torcida argentina, que ficou calada. Foi o oitavo gol do Fabuloso.

Com a vantagem, os barulhentos torcedores brasileiros começaram a fazer a festa. Logo veio o grito de "ei, ei, ei Maradona é nosso rei" em ironia ao ídolo e técnico local. Em seguida, o tradicional "mais um, mais um". Julio César fez o primeiro milagre aos 37 minutos. Tevez cruzou para a área e Maxi Rodriguez chegou tocando rasteiro. Com os pés, o camisa 1 evitou o gol. A resposta veio em uma outra cobrança de falta. Elano cobrou, Luisão e Luis Fabiano fecharam pelo meio e o goleiro Andújar se esticou assustado para evitar o terceiro gol. E o primeiro tempo terminou com o Brasil soberano em campo e os torcedores argentinos em total silêncio. Maradona caminhou para o vestiário preocupado e coçando a cabeça.

Golaço de Luis Fabiano fecha o placar

Veio o segundo tempo e as provocações dos torcedores brasileiros continuavam. O grito agora para os argentinos era de "eliminados". Maradona fez uma substituição no time. Saiu Maxi Rodriguez e entrou Aguero, genro do treinador. Nada adiantou. A Argentina continuava com a maior posse de bola, mas não tinha criatividade para chegar ao gol brasileiro. O chute de Véron na arquibancada (a bola passou por cima da proteção que existe atrás do gol) retratava bem como estava a partida.

Mas aos 19 minutos, Datolo acertou uma bomba de fora da área. Um chute de muito longe, cruzado, que entrou no ângulo esquerdo de Julio César. O goleiro brasileiro nada poderia fazer. A Argentina diminuia e incendiava, novamente, a partida: 2 a 1. Maradona beijou um crucifixo que levava no pescoço. Tinha fé na virada. Tudo em vão.

A resposta veio em grande estilo, três minutos depois. Kaká arrancou no contra-ataque e deu um passe perfeito para Luis Fabiano. O Fabuloso, com toda categoria, tocou por cima do goleiro Andujar. Brasil 3 a 1. Foi o nono gol do atacante, que assumiu a artilharia das eliminatórias. Na comemoração dos jogadores reservas, os argentinos jogaram uma pedra para o campo, que acertou Juan.

Ele caiu no chão e foi carregado pelos companheiros para o banco. A comissão técnica da seleção ficou revoltada. Américo Faria pegou a pedra e levou até o quarto árbitro.

O jogo seguiu. Mas a Argentina se entregou. Maicon chutou cruzado e Ramires, de carrinho, quase marcou o quarto. O meia, que havia entrado na partida, chegou atrasado no lance. Dunga, então, chamou Adriano para entrar no lugar de Luis Fabiano. A torcida brasileira foi à loucura: "o Imperador voltou" começaram a gritar. Conhecido como carrasco dos argentinos, o atacante entrou em campo. Mas a entrada de Adriano serviu apenas para deixar os argentinos ainda mais assustados. O Brasil estava mais uma vez garantido na Copa do Mundo.

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Antes de pegar o Brasil, Maradona leva jogadores da Argentina à missa

A pedido do Pibe, AFA convoca padre para capela no centro de treinamento

Toda ajuda é bem-vinda na Argentina para o clássico de sábado com o Brasil. Até a divina.

O técnico Diego Maradona marcou uma missa nesta quinta-feira para os jogadores no centro de treinamento em Ezeiza, um dia antes da equipe viajar para Rosário.

Segundo o jornal "Olé", a pedido do treinador, a AFA reservou a capela São Francisco de Assis, localizada no seu complexo de Ezeiza, e chamou o padre Juan José Madina para a realização da missa, que só teve a presença dos atletas e da comissão técnica.

A seleção argentina está concentrada no centro de treinamento para a partida com o time de Dunga, sábado, às 21h30m (de Brasília), em Rosário. A equipe de Maradona é a quarta colocada nas eliminatórias com 22 pontos, cinco a menos que o líder Brasil.
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Pato e Nilmar vivem a expectativa da escolha de Dunga

Atacantes preferem não dar pistas sobre a decisão do treinador para a partida contra o Paraguai

Alexandre Pato e Nilmar vivem a expectativa de enfrentarem o Paraguai, nesta quarta-feira, no Recife, na partida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Um dos dois vai substituir Luís Fabiano, que foi expulso na goleada por 4 a 0 sobre o Uruguai no último sábado, em Montevidéu.

Pato leva vantagem na briga por viver um bom momento no Milan, ter mais tempo de seleção brasileira e possuir um entrosamento natural com Kaká, companheiro de clube. Mas apesar de ser o jogador da atual seleção que mais gols fez na última temporada europeia - 18 pelo Milan -, o atacante sabe como ficar na defensiva ao ser questionado sobre a disputa com Nilmar.

- Estou tranquilo por estar aqui. Estou satisfeito com o meu trabalho no Milan. Vivo um bom momento. E quem jogar tenho certeza de que vai fazer o melhor para a seleção. Tenho 19 anos e estou feliz por estar aqui e ter o meu trabalho reconhecido - disse Pato.

Pato e Nilmar tem uma trajetória parecida. Os dois foram formados pelo Internacional. Saíram cedo para tentar a sorte no futebol europeu. Os dois são paranaenses. E tem estilos de jogo semelhantes.

- Temos características parecidas. Somos jogadores de velocidade, que jogamos buscando o gol. Não vejo tanta diferença entre a gente - disse Nilmar.

Pato e Nilmar estão sempre juntos na concentração. Conversam bastante sobre o Internacional. Mas, segundo o atacante do Milan, falam pouco sobre a disputa pela vaga.

- Conversamos entre a gente. Mas é mais sobre como a vida de um ou do outro. Ele fala sobre Porto Alegre, eu da Itália. Sobre o futebol todo mundo sabe que quem está aqui tem futebol para jogar - disse Pato.
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Brasil derruba tabu de 33 anos com goleada


Nem tabu, nem melhor ataque, nem pressão. O Brasil ignorou todos esses obstáculos e goleou o Uruguai por 4 a 0 neste sábado.

Em pleno estádio Centenário, em Montevidéu, a equipe de Dunga conquistou uma vitória convincente e com placar inesperado.

Assim, assumiu provisoriamente a liderança das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010.

Com a vitória, o Brasil acabou com um tabu que já durava 33 anos. Desde 1976, quando triunfou por 2 a 1, a seleção verde e amarela não ganhava do Uruguai na casa do adversário. Desta vez, calou mais de 50 mil uruguaios e superou até as próprias expectativas.Velocidade, marcação forte e uma dose de sorte foram as armas dos brasileiros nesta tarde.

O time visitante chegou a sua sexta vitória no torneio com um "frango" do goleiro Viera, uma cabeçada certeira de Juan, um belo gol de Luís Fabiano e um pênalti convertido por Kaká. Os pentacampeões agora têm os mesmos 24 pontos do Paraguai, que ainda nesta noite enfrenta o Chile.

Na véspera do jogo, os brasileiros admitiram que até um empate seria um resultado importante em território uruguaio.

Mas bem posicionado atrás e contando com arrancadas de seus jogadores mais velozes, o time de Dunga se impôs diante do Uruguai para vencer duas seguidas pela primeira vez nessas eliminatórias (vinha de triunfo sobre o Peru).

Nem mesmo a presença do uruguaio Forlán, artilheiro da Europa na última temporada, foi suficiente para dar trabalho à melhor defesa do torneio. O Brasil, agora, tem cinco gols sofridos em 13 partidas.

Com o Centenário tomado pelos uruguaios, a seleção anfitriã iniciou a partida como se esperava: sufocando o Brasil. Teve maior volume de jogo e chegou com frequência à meta brasileira. No entanto, esbarrou na falta de pontaria e nos erros na hora de definir.

A equipe de Dunga não teve nenhuma oportunidade clara de gol no começo do jogo. E nem precisou disso para abrir o placar. Em um chute da intermediária de Daniel Alves, o goleiro Viera falhou feio e viu, logo aos 11min, os brasileiros saírem em vantagem: 1 a 0.

O susto não mudou a forma de jogar do Uruguai. O time seguiu pressionando a saída de bola e tentando diminuir os espaços. O Brasil, por sua vez, apostou nas saídas em velocidade, com Robinho, Kaká e Daniel Alves.

Deu certo. Depois de conseguir um escanteio dessa maneira, Juan aproveitou cruzamento de Elano no rebote e cabeceou para fazer 2 a 0. Segundos antes, Juan quase marcou em lance parecido.

Minoria no estádio, a torcida brasileira passou a ser ouvida. "Aha, uhu, o Centenário é nosso", gritaram os brasileiros. Diante da desvantagem, o Uruguai foi ainda mais para cima. Até criou duas boas chances, mas Júlio César defendeu ambas e mostrou por que a seleção chegou para esta rodada como a melhor defesa das eliminatórias.

No segundo tempo, o Uruguai voltou com o atacante Abreu em campo para tentar diminuir o prejuízo. O time anfitrião, porém, não contava que o Brasil acertaria belo contra-ataque que terminou com gol de Luís Fabiano, aos 6min. Perdido no ataque, o Uruguai tentou de tudo. Quem fez, porém, foi o Brasil. Kaká sofreu pênalti e converteu para ampliar para 4 a 0, aos 29min.

Os brasileiros presentes nas arquibancadas fizeram a festa. E em bom "portunhol". "Adiós, Celeste!", entoaram os torcedores. Em campo, o Brasil só administrou a larga vantagem e ainda contou com bela participação do setor defensivo para triunfar com tranqüilidade e ouvir gritos de "olé".

URUGUAI 0 X 4 BRASIL

Uruguai
Viera; Maximiliano Pereira (Fernández), Valdez, Godín (Cavani) e Cáceres; Martínez, Pérez (Abreu), Eguren e Alvaro Pereira; Suárez e Forlán
Técnico: Oscar Tabárez

Brasil
Júlio César; Daniel Alves, Juan, Lúcio e Kléber; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires) e Kaká (Júlio Baptista); Robinho (Josué) e Luís Fabiano
Técnico: Dunga

Data: 06/06/2009 (sábado)
Local: estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: Saúl Laverni (ARG)
Auxiliares: Gustavo Esquivel (ARG) e Ariel Bustos (ARG)
Cartões amarelos: Valdez, Eguren (URU)
Cartões vermelhos: Maximiliano Pereira (URU); Luís Fabiano (BRA)
Gols: Daniel Alves, aos 11min, e Juan, aos 35min do primeiro tempo; Luís Fabiano, aos 6min, e Kaká, aos 29min do segundo tempo
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Brasil joga futebol "de verdade", bate Peru e retoma vice nas Eliminatórias



Com placar de 3 a 0, time de Dunga apagou a péssima imagem deixada no empate por 1 a 1 diante do Equador

PORTO ALEGRE - A data de 1º de abril é conhecida no Brasil como o dia de pregar peças e enganar amigos, sempre no bom sentido: é o popular dia da mentira.

Em Porto Alegre, no gramado do estádio Beira-Rio, no entanto, a seleção brasileira não brincou com a emoção dos torcedores que acompanharam o duelo contra o Peru, e sim com o adversário.

No final, com uma partida bem jogada 'de verdade', principalmente no primeiro tempo, os comandados de Dunga apagaram a péssima imagem deixada no empate por 1 a 1 diante do Equador, domingo, em Quito, e fizeram por merecer a vitória por 3 a 0, levando o Brasil à vice-liderança das Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010.

A boa exibição, em noite que marcou o retorno de Kaká ao meio-campo verde e amarelo, serviu para recolocar a equipe no segundo lugar das Eliminatórias Sul-americanas para a Copa de 2010, graças à goleada sofrida pela Argentina diante da Bolívia (6 a 1), em La Paz, este sim um resultado com cara e jeito de dia da mentira.

Os gols marcados contra os peruanos também serviram para matar as saudades da torcida brasileira, que não comemorava uma bola estufando as redes em jogos válidos por Eliminatórias desde novembro de 2007, quando Luis Fabiano marcou duas vezes na virada sobre o Uruguai, no Morumbi. No ano passado, os confrontos contra Argentina, Bolívia e Colômbia terminaram 0 a 0.

E quis o destino que o próprio Luis Fabiano, aos 17 minutos do primeiro tempo, em cobrança de pênalti sofrido por Kaká, quebrasse o incômodo jejum e abrisse o caminho para a vitória que recolocou o Brasil na vice-liderança.

Em noite inspirada, o artilheiro do Sevilla, da Espanha, marcou mais um aos 27 da etapa inicial e praticamente assegurou a vitória. O jogador chegou a 11 gols sob o comando do técnico Dunga e assumiu a vice-artilharia da seleção nesse período, um atrás de Robinho e um à frente de Kaká. Felipe Melo, em seu terceiro jogo consecutivo como titular do meio-campo, completou o placar.

A seleção brasileira volta a campo pelas Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010 no dia 7 de junho, quando terá pela frente o Uruguai, em Montevidéu. Já a seleção peruana voltará a atuar diante de sua insatisfeita torcida, desta vez contra o Equador.


Torcida no Beira-Rio não perdeu oportunidade de provocar os argentinos

Apoiado pela torcida que compareceu em bom número ao Beira-Rio, a seleção brasileira comandou as ações desde o apito inicial do argentino Sérgio Pezzota.

E poderia ter aberto o placar logo aos sete minutos, quando Luis Fabiano, que já marcara um gol em impedimento momentos antes, passou pelo goleiro e chutou cruzado, mas viu a bola passar perto da linha do gol e não entrar.

Dez minutos mais tarde, o ex-são-paulino quebrou um jejum de mais de um ano da equipe sem marcar gols em casa em jogos válidos pelas Eliminatórias ao converter, com categoria, um pênalti indiscutível cometido em cima de Kaká: 1 a 0 Brasil.

Em noite inspirada, Luis Fabiano fez novamente a alegria da torcida gaúcha ao receber lançamento (em impedimento), matar a bola no peito e tocar com categoria, na saída do goleiro Butrón, para ampliar o marcador e dar tranquilidade à equipe de Dunga, que se deu ao luxo de perder mais duas oportunidades de gol antes da descida para os vestiários.


"Patooo, Patooo"

O Brasil voltou igual para a segunda etapa e o apoiado Dunga ouviu insistentemente os gritos da torcida colorada para que Alexandre Pato, ex-jogador do clube, ganhasse uma oportunidade. Com dez minutos, o garoto do Milan partiu para o aquecimento ao lado de Ronaldinho Gaúcho e Júlio Baptista, trazendo novamente o foco da torcida para o jogo.

Luis Fabiano, principal nome da noite, quase marcou o terceiro aos dez minutos, completando de cabeça um cruzamento de Elano, mas parando na boa defesa do goleiro Butrón. Aos 18 minutos, quem não parou foi o volante Felipe Melo, que avançou em velocidade em direção à área e, com categoria, tocou para o gol, fazendo 3 a 0 e definindo a vitória brasileira.

A torcida gaúcha ainda viveu mais duas grandes emoções na noite desta quarta. Formada na maioria por torcedores do Internacional, aplaudiu a entrada de Alexandre Pato no lugar de Robinho e vaiou a troca de Elano por Ronaldinho Gaúcho, principal revelação do Grêmio nos últimos anos.

A equipe brasileira seguiu sem ser incomodada nos minutos finais do confronto e o placar de 3 a 0 acabou sendo suficiente para recolocar o time de Dunga na vice-liderança das Eliminatórias Sul-americanas, agora com 21 pontos, três atrás do Paraguai.
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CLIMA QUENTE ENTRE EQUADOR E PARAGUAI!!!


A exemplo da partida contra o Brasil, equatorianos uma vez mais desperdiçaram vários gols. Time sofre gol nos acréscimos e se complica.

Em partida de ânimos exaltados em alguns momentos, Equador e Paraguai empataram por 1 a 1 nesta quarta-feira, em Quito. A partida, válida pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2010, teve gols de Noboa, pelo Equador, e Benítez, pelo Paraguai.

Com o resultado, o Equador complicou sua situação na tabela de classificação. A seleção se manteve em sétimo lugar, agora com 14 pontos. O Paraguai lidera, com 24. Os equatorianos perderam a chance de se aproximar do quinto lugar, que vale uma vaga na repescagem contra uma seleção da Concacaf (Américas Central e do Norte).

A exemplo do jogo contra o Brasil, o Equador colecionou chances perdidas ao longo dos 90 minutos. A partida foi nervosa e teve uma confusão generalizada no fim da primeira etapa: Cabañas e Hurtado trocaram empurrões e o tumulto se estendeu aos demais jogadores. A arbitragem optou por adevertir apenas Cabañas, e com cartão amarelo.

Na segunda etapa, o técnico do Equador, Sixto Vizuete, voltou a tirar Guerrón para lançar Noboa. O autor do gol do empate com o Brasil voltou a brilhar. Após escanteio da esquerda, Noboa subiu mais que a zaga paraguaia e escorou para a rede.

Em vantagem, o Equador seguiu melhor e criou chances para aumentar. Benítez e Mendez chegaram a acertar bolas nas traves. A expulsão do paraguaio Paulo da Silva, aos 38, fez parecer que a parada estava resolvida: ledo engano.

Aos 47 minutos, Cabañas foi ao fundo pela esquerda e cruzou. A bola sobrou para Benítez encher o pé e decretar o empate.
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Argentina de Maradona é humilhada pela Bolívia em La Paz: 6 a 1


Um vexame. A primeira derrota de Maradona no comando da seleção da Argentina entrou para a história do futebol do país.

Os hermanos foram a La Paz e saíram derrotados pelo placar de 6 a 1, o que iguala o maior revés da história do futebol argentino. Na Copa de 1958, os hermanos perderam pelo mesmo placar para a então Tchecoslováquia.

Curiosamente, dois "brasileiros" tiveram participação importante no atropelamento boliviano: Marcelo Moreno, que tem dupla nacionalidade e já defendeu seleções de base do Brasil, abriu o placar, e Alex da Rosa, naturalizado boliviano, marcou outro. Botero (três) e Torrico completaram o marcador para a Bolívia, com Lucho González descontando.

Com o resultado, a Argentina pode perder a segunda colocação na tabela de classificação das eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2010. Os hermanos se mantiveram com 19 pontos e podem ser ultrapassados por Chile) (19) e Brasil (18), que jogam ainda nesta quarta-feira. A Bolívia chegou a 12 pontos e tem remotas chances de conseguir classificação ao Mundial.

Maradona arma ferrolho e se dá mal

Ao contrário do que fez no jogo do último sábado, quando goleou a Venezuela em casa (4 a 0), Maradona não escalou seu trio ofensivo. Agüero deu lugar ao volante Lucho González, e Messi e Tevez ficaram sozinhos no ataque.

Além de Lucho, a Argentina teve ainda dois outros volantes em campo: Mascherano e Gago. Máxi Rodríguez foi o principal responsável pela armação no setor de meio-de-campo.

A tão temida altitude de La Paz (3.600 metros) nem pode ser utilizada como desculpa completa para o fiasco argentino, uma vez que, no intervalo, os bolivianos já venciam por 3 a 1.

Empurrada por sua torcida, a Bolívia começou partindo para cima e abriu o placar logo aos 11 minutos. Marcelo Moreno recebeu na área, limpou a marcação e bateu rasteiro para fazer 1 a 0.

O goleiro boliviano Arias ainda deu uma colher de chá aos hermanos, quando engoliu um frangaço em chute de Lucho González. A bola, batida de longa distância, foi sem muita força, mas o goleiro aceitou.

Nada que abalasse os bolivianos. Botero, cobrando pênalti, fez 2 a 1 aos 33. Ainda antes do intervalo, Alex da Rosa, de cabeça, ampliou para os bolivianos.

Di María é expulso em sete minutos

No segundo tempo, o massacre continuou. Marcelo Moreno recebeu lançamento em posição duvidosa e avançou pela ponta direita. O ex-cruzeirense cruzou na cabeça de Botero, que não perdoou e fez 4 a 1.

Aos 18, Di María, que entrara na vaga de Máxi Rodríguez para dar mais movimentação ao setor ofensivo da Argentina, foi expulso por falta violenta. Foi a pá de cal nas esperanças dos hermanos.

Botero, outra vez, fez o quinto gol aos 21, tocando na saída do goleiro Carriza. No fim, Torrico, com uma bomba de fora da área, selou o maior vexame da história do futebol argentino.

Agência/EFE

Messi foi a imagem da decepção. Craque pouco produziu em campo

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