O sábado em Interlagos
Rubinho comemora a pole conquistada nos últimos minutos do treino classificatório
Rubinho Barrichello posa para fotos junto com sua mulher, Silvana, e seu filho, Eduardo
Rubinho comemora a pole conquistada nos últimos minutos do treino classificatório
Rubinho Barrichello posa para fotos junto com sua mulher, Silvana, e seu filho, Eduardo
Piloto brasileiro celebra aniversário dos filhos e revela que teve problemas para correr bem no circuito de Monza
Rubens Barrichello venceu o GP da Itália de Fórmula 1, mas quem ganhou o presente foram os felizardos Fernando e Eduardo, filhos do piloto.
Ambos fazem aniversário neste mês de setembro - Fernando fez no último sábado, e Eduardo fará no dia 23 -, e o "pai coruja" não perdeu a oportunidade de dedicar o triunfo em Monza a seus "pequenitos".
- Estou sem palavras. É um momento fantástico e muito importante. Essa vitória vai dedicada aos meus 'pequenitos', é aniversário deles neste mês.
Eu dedico a eles, que são muito importantes na minha vida. Deus me ajudou e é maior que tudo. Estou muito feliz de estar aqui comemorando - disse Barrichello.
Falando sobre a corrida, Rubinho deixou a emoção um pouco de lado. Ele comentou os problemas que teve no fim de semana e revelou que teve alguns obstáculos na corrida.
- Tive uma noite difícil, tivemos dificuldades com a caixa de marcha. Mas espero que o carro continue tão bem nas próximas corridas. A excelente primeira volta que fiz ajudou em minha prova. O carro respondeu o tempo todo.
Me senti muito bem. Os caras que estão com Kers têm mais facilidades na largada, e temos consciência de que não vamos conseguir ultrapassá-los em linha reta. Mantive um ritmo muito bom e aproveitei bem as oportunidades da corrida - encerrou.
Brasileiro supera as McLarens de Hamilton e Kovalainen com tática perfeita e muita velocidade na pista no GP da Europa
Foram quase cinco anos, 81 GPs e muitas dificuldades. Mas neste domingo, no GP da Europa, disputado no circuito de rua de Valência, Rubens Barrichello voltou ao alto do pódio com a Brawn GP. O brasileiro triunfou na Fórmula 1 pela décima vez na carreira e, de quebra, ainda inseriu seu nome de forma definitiva
na história do automobilismo nacional.
A vitória em Valência é a centésima do Brasil na Fórmula 1 e veio de uma forma excepcional. Barrichello largou na terceira posição e, com uma tática perfeita, superou as duas McLarens de Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen nos pit stops da corrida deste domingo. O inglês chegou em segundo e o finlandês caiu para quarto, superado pelo compatriota Kimi Raikkonen, que conseguiu a última posição do pódio.
Barrichello também manteve o domínio brasileiro no segundo ano da corrida no circuito de rua de Valência. Em 2008, Felipe Massa venceu com a Ferrari de forma excepcional. Neste ano, o piloto da Brawn GP foi ao alto do pódio e dedicou a vitória ao amigo da Ferrari, que se recupera do forte acidente sofrido no treino classificatório do GP da Hungria, há três finais de semana.
Nico Rosberg, da Williams, fez uma bela corrida e chegou na quinta posição, logo à frente de Fernando Alonso, da Renault. Líder do campeonato, Jenson Button foi o sétimo com a Brawn GP e o polonês Robert Kubica, da BMW Sauber, completou a zona de pontuação. Mark Webber, da RBR, acabou sem pontos, na nona posição da corrida.
Com a primeira vitória no ano, Rubens Barrichello chegou aos 54 pontos e voltou à vice-liderança do campeonato. Ele reduziu a vantagem de Jenson Button, que tem agora 72, para 18. Mark Webber, da RBR, se mantém em terceiro, apesar de não ter pontuado, com 51,5. Sebastian Vettel, companheiro do australiano abandonou e ficou com os 47. A próxima corrida da temporada será disputada na Bélgica, em uma semana, no dia 30 de agosto.
As McLarens se mantiveram nas duas primeiras posições da corrida, fazendo um bom uso do Kers após a largada. Lewis Hamilton ficou na ponta, seguido pelo companheiro Heikki Kovalainen. Rubens Barrichello largou bem e assegurou a terceira posição. Kimi Raikkonen, também com o Kers, subiu de sexto para quarto. Líder do campeonato, Jenson Button se estranhou com Sebastian Vettel e caiu para oitavo. Já o alemão da RBR ficou em quinto.
Ainda na primeira volta, Button errou uma curva e teve de cortar a chicane para se manter à frente de Mark Webber, da RBR. Após ser alertado pela Brawn GP de uma possível punição, o inglês cedeu a oitava posição na última curva do circuito, pouco antes de completar a quinta volta. Mais atrás, Romain Grosjean, que estreia na Renault no lugar de Nelsinho Piquet, perdeu o bico e teve de fazer um pit stop.
Antes do primeiro pit stop, Hamilton e Kovalainen, de pneu macio, abriam vantagem sobre Barrichello, que estava com os duros e mais pesado. O brasileiro, no entanto, começou a reduzir a vantagem das McLarens, à medida em que sua carga de combustível diminuía. O inglês foi o primeiro dos ponteiros a parar, na 16ª volta e o finlandês entrou na passagem seguinte.
Com pista limpa, Barrichello aumentou o ritmo e começou a fazer voltas em ritmo de classificação. Enquanto isso, Hamilton e Kovalainen se enrolavam com o tráfego. Com o tempo ganho neste período, o brasileiro ganhou a segunda posição do finlandês e se aproximou bastante de Hamilton, que manteve a primeira posição após o pit stop.
Após a primeira rodada de paradas, Hamilton e Barrichello começaram uma espécie de "match race", com um marcando o outro na pista. Quando o inglês era mais rápido, o brasileiro respondia na volta seguinte. Com isso, os dois se distanciaram de Heikki Kovalainen, que estava na terceira posição da prova neste momento.
Na 23ª volta, a McLaren pediu para o inglês não exagerar nos freios, porque as temperaturas dos pneus traseiros estavam acima do esperado. Sebastian Vettel, terceiro colocado no campeonato, abandonou na passagem seguinte, após a quebra do motor Renault de sua RBR. Na frente, a vantagem de Hamilton para Barrichello se mantinha na casa dos três segundos.
Barrichello começou a virar o jogo contra Hamilton na 29ª volta, quando começou a fazer voltas mais rápidas. A vantagem caía para a casa dos dois segundos. Oito voltas depois, o inglês entrou nos boxes para fazer sua segunda parada. No entanto, a McLaren não estava completamente preparada. Os pneus não estavam colocados corretamente na posição e ele perdeu 13,4 segundos.
O brasileiro acelerou ainda mais e fez duas voltas muito rápidas seguidamente. Na 40ª volta, o pneu traseiro direiro de Kazuki Nakajima estourou e ficou no traçado.
Com medo da entrada de um safety car, a Brawn chamou o brasileiro aos boxes no fim desta passagem. Com 6,8 segundos, o brasileiro voltou com uma boa folga na frente, de mais de sete segundos.
Hamilton ainda tentou uma pressão no fim da corrida, mas Barrichello apenas administrou a boa vantagem, obtida com a tática perfeita e o bom desempenho na pista.
A vitória em Valência encerrou um jejum de cinco anos sem vitórias do brasileiro e ainda marcou seu nome na história do automobilismo nacional, com o 100º triunfo do país.
Após sofrer um grave acidente neste sábado, durante os treinos classificatórios para o GP da Hungria, o brasileiro Felipe Massa se submeteu a uma cirurgia no Hospital Militar de Budapeste e vai passar a noite em coma induzido, respirando por aparelhos.
De acordo com o último boletim da equipe médica, o piloto da Ferrari teve fraturas no crânio e uma pequena lesão no cérebro. Ele fará uma tomografia na manhã de domingo (às 5h de Brasília).
De acordo com o comunicado divulgado pela Ferrari, o exame médico mostrou, além do corte na testa, com cerca de oito centímetros, uma lesão na parte esquerda do crânio e uma concussão cerebral. A nota informou que a cirurgia foi bem-sucedida, mas o brasileiro passará a noite de sábado em observação na Unidade de Terapia Intensiva.
A Ferrari confirmou que o piloto está fora do GP da Hungria. Segundo o médico oficial do GP do Brasil, Dino Altmann, é possível que Massa fique até seis semanas parado.
O brasileiro foi atingido em seu capacete por uma mola de cerca de 12 centímetros, feita de metal, que se soltou do carro de Rubens Barrichello. A peça quicou na pista e atingiu Massa quando ele acelerava a aproximadamente 280km/h.
Rubens Barrichello foi ao hospital e não conseguiu ver Massa, mas conversou com os médicos e saiu mais aliviado.
- Eles não me deixaram chegar até o Felipe, o que é normal em uma situação como esta. Falei com dois doutores, e a cirurgia foi ótima. Mas como tudo que acontece na cabeça é um pouco delicado. Então ele tem que passar por um momento de espera. O Felipe tem que estar relaxado neste momento, por isso o coma induzido - explicou Rubinho, em entrevista à Rede Globo.
O comentarista da Rede Globo Luciano Burti também esteve no hospital.
- Correu tudo bem, o médico estava satisfeito com o resultado da cirurgia. A consequência do acidente varia de pessoa para pessoa.
Aparentemente, o Felipe está bem, e eles querem esperar ele acordar para poder ter certeza de que está tudo em ordem. O momento agora é de calma. O impacto na cabeça é sempre delicado, é como se fosse um hematoma. Esperam que amanhã, quando ele acordar, isso já esteja recuperado.
A agência de notícias Associated Press atribuiu ao diretor do hospital, Peter Bazso, a afirmação de que Massa está estável, mas ainda corre risco de morte. Uma fonte da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ouvida pela Rede Globo, no entanto, desmentiu a informação. O comentarista da Globo Luciano Burti, em sua conta no Twitter, também afirmou que não há risco:
Com o cronômetro zerado e uma volta excelente, Sebastian Vettel roubou a pole de Jenson Button e sai na frente no GP da Turquia, que será disputado neste domingo. O alemão da RBR superou o líder do campeonato por 105 milésimos. O inglês da Brawn GP largará na segunda posição do grid em Istambul. Lewis Hamilton, atual campeão mundial, não conseguiu passar da primeira parte do treino classificatório (Q1) pela segunda corrida consecutiva. O inglês da McLaren tinha errado no GP de Mônaco, quando bateu de traseira na curva Mirabeau e teve de trocar o câmbio, largando em último. Neste sábado, na Turquia, ele não cometeu falhas, mas sofreu com um carro muito "nervoso" e marcou apenas o 16º tempo.
Rubens Barrichello, companheiro de Button, foi o melhor brasileiro no treino classificatório e sai em terceiro lugar. O piloto tentou uma estratégia diferente na superpole, usando apenas um jogo de pneus duros e dando três voltas rápidas em sequência. Ele ficou apenas dois décimos atrás de Vettel.
A Rede Globo transmite o GP da Turquia às 9h deste domingo, com narração de Cléber Machado, comentários são de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e reportagem de Carlos Gil.
Mark Webber, da RBR, vai largar na quarta posição, completando o domínio da Brawn e da RBR nas duas primeiras filas do grid. Jarno Trulli, da Toyota, voltou a andar bem na Turquia e conseguiu o quinto lugar, um à frente do finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, que sai em sexto neste domingo.
Felipe Massa tinha expectativas de marcar sua quarta pole position no circuito turco, mas conseguiu apenas o sétimo lugar no treino classificatório. O brasileiro da Ferrari ficou à frente do bicampeão Fernando Alonso, da Renault, o oitavo colocado. Nico Rosberg, da Williams, foi o nono, e Robert Kubica, da BMW Sauber, completou a lista dos dez primeiros colocados no grid de largada.
Outro eliminado ainda no Q1 foi Nelsinho Piquet. O brasileiro da Renault rodou duas vezes em suas duas últimas tentativas de marcar um bom tempo. Na segunda delas, ele ficou atolado na caixa de brita e encerrou o treino. Na volta aos boxes, o piloto reclamou dos freios, que o teriam deixado na mão em ambas as saídas de pista.
- O carro teve problemas com o freio. No fim do primeiro jogo de pneus, o freio ficou longo, piorou e acabou. Aí, antes do treino chegar ao fim, eu saí da pista - diz Nelsinho, em entrevista ao repórter Carlos Gil, da Rede Globo.
Na segunda parte do treino (Q2), o destaque entre os eliminados foi Heikki Kovalainen, da McLaren. O finlandês, mais rápido nos treinos livres de sexta, confirmou os problemas do MP4/24 em pistas que exigem bastante da parte aerodinâmica, caso da Turquia. Ele vai largar apenas na 14ª posição, embora possa comemorar ter ficado à frente de Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe.
Nick Heidfeld, da BMW Sauber, não conseguiu acompanhar o ritmo de Robert Kubica, seu companheiro de equipe, e foi eliminado no Q2. O alemão estava na décima posição até a última volta da segunda parte, quando Nico Rosberg, da Williams, superou seu tempo e conseguiu a última vaga na superpole.
Com um excepcional desempenho na pista molhada, Sebastian Vettel dominou o GP da China e conseguiu a segunda vitória de sua carreira na Fórmula 1. De quebra, o alemão ainda colocou a RBR no rol das equipes com triunfos e liderou a dobradinha com Mark Webber na segunda posição. A Brawn GP não foi páreo para o time austríaco e terminou a prova em terceiro, com Jenson Button, e quarto, com Rubens Barrichello.
As condições da vitória de Vettel se assemelharam muito às de sua primeira, no ano passado, na Itália. Na época, o alemão corria na STR e a prova também teve muita chuva. Ele dominou a corrida desde o início e sequer foi ameaçado na prova em Monza. Em ambas as ocasiões, o piloto marcou a pole position e teve muita facilidade durante a prova.
A Ferrari, mais uma vez, decepcionou. A equipe não marcou pontos de novo, seu pior início de campeonato desde 1981, quando Gilles Villeneuve e Didier Pironi abandonaram as três primeiras corridas. Felipe Massa estava em terceiro lugar, quando seu motor apagou na reta oposta por causa de um problema eletrônico. Ele foi forçado a a
bandonar na 20ª volta. Kimi Raikkonen, seu companheiro, ficou em décimo, mas foi ultrapassado seis vezes (quatro por Lewis Hamilton) durante a corrida em Xangai.
Heikki Kovalainen, que não tinha completado sequer uma volta na temporada, fez uma corrida regular e conseguiu a quinta posição, um posto à frente de Lewis Hamilton, seu companheiro na McLaren. O inglês, atual campeão do mundo, cometeu vários erros e foi superado pelo finlandês em uma destas falhas.
Timo Glock, que perdeu cinco posições no grid por trocar o câmbio e optou por largar dos boxes, ficou em sétimo lugar com a Toyota. O alemão teve algumas rodadas durante a corrida, precisou colocar uma asa dianteira nova, mas acabou beneficiado pelo acidente do compatriota Adrian Sutil, da Force India, a seis voltas do fim, quando estava em sexto.
Sebastien Buemi, da STR, completou a lista de pilotos na zona de pontuação. O suíço chegou a andar na quarta posição, mas cometeu um erro primário durante a segunda entrada do safety car, por causa do acidente entre Jarno Trulli, da Toyota, e Robert Kubica, da BMW Sauber. Ele acertou o pneu traseiro direito do líder Sebastian Vettel e precisou trocar o bico, perdendo muitas posições.
A quarta etapa do Mundial de Fórmula 1 será o GP do Bahrein, no próximo fim de semana. Jenson Button, da Brawn GP, continua na liderança do campeonato, com 21 pontos, seis à frente do companheiro Rubens Barrichello. O alemão Sebastian Vettel, vencedor na China, assumiu o terceiro posto, com dez, empatado com o compatriota Timo Glock, mas ganhando nos critérios de desempate.
Após 18 anos, uma tempestade encerrou uma corrida de Fórmula 1 antes da distância regulamentar. Desde o GP da Austrália de 1991, quando Ayrton Senna venceu, isto não acontecia.
Neste domingo, foi a vez de Jenson Button ganhar a metade dos pontos do GP da Malásia, já que o fim da prova foi decretado antes de completar 75% do total de quilometragem, após 31 de 56 voltas.
Com isso, o inglês da Brawn GP assegurou a segunda vitória consecutiva na temporada, mas só levou cinco pontos para casa. Nick Heidfeld, da BMW Sauber, acertou na tática e com um pit stop, terminou na segunda posição.
Timo Glock, da Toyota, que fez boas apostas nas trocas de pneus, primeiro para o intermediário e depois, de chuva, completou o pódio malaio. Jarno Trulli, da Toyota, ganhou a quarta posição na última troca de pneus ao superar Rubens Barrichello, da Brawn GP.
O brasileiro fazia uma boa corrida, mas foi outro dos prejudicados pela tempestade que desabou na Malásia. Mark Webber, da RBR, terminou na sexta posição em Sepang. Lewis Hamilton, da McLaren, foi o sétimo e marcou seu primeiro ponto no campeonato.
Nico Rosberg, da Williams, que liderava a corrida antes do primeiro pit stop, caiu bastante após a loteria dos pit stops, e leva para casa apenas meio ponto.
Felipe Massa, da Ferrari, que tentou fazer trocas nos momentos certos, não conseguiu entrar na zona de pontuação por causa do caos na hora dos pit stops.
Nelsinho Piquet, da Renault, foi o 13º, duas posição atrás de Fernando Alonso, seu companheiro de equipe, que correu atrapalhado por uma infecção no ouvido.
A próxima corrida da temporada 2009 da Fórmula 1 será disputada no dia 19 de abril, na China, às 4h (de Brasília), no circuito de Xangai. Jenson Button, com 15 pontos, e Rubens Barrichello, com 10, chegam à terceira prova do campeonato à frente dos rivais Jarno Trulli, com 8,5, e Timo Glock, com 8.
A corrida começou com pista seca, mas nuvens ameaçadoras cercavam o circuito de Sepang. Na largada, Nico Rosberg pulou de quarto para primeiro enquanto Jenson Button, Jarno Trulli e o surpreendente Fernando Alonso dividiam a primeira curva.
Ainda na primeira volta, Button repassou Alonso rapidamente. O espanhol tinha um carro muito pesado por causa da gasolina e estava segurando o ritmo dos pilotos que estavam atrás dele. Rubens Barrichello, que pulou para quinto na largada, ficou preso atrás do bicampeão durante um tempo precioso.
Na frente, Rosberg e Trulli estavam mais leves que a dupla da Brawn. Button e Barrichello eram terceiro e quarto, respectivamente, e aproveitaram as voltas com pouco combustível para ganhar tempo em relação aos primeiros. Após a primeira rodada de pit stops, o inglês assumiu a liderança e o brasileiro colou no italiano da Toyota.
O céu ficou bem escuro e, na volta 18, a Ferrari decidiu colocar pneus de chuva no carro de Kimi Raikkonen, mesmo com poucas gotas no circuito.
A mudança se revelou prematura e o finlandês perdeu mais de 20 segundos por volta.
Algumas voltas depois, a chuva caiu com mais força e todos os pilotos tiveram de entrar nos boxes. Apenas Glock optou pelos pneus intermediários, a aposta mais correta naquele momento. O alemão começou a escalar o pelotão e chegava a ser quase dez segundos mais rápido por volta que os líderes.
O alemão assumiu a liderança quando Button parou para colocar os intermediários. No entanto, o inglês recuperou a posição com facilidade, na volta em que retornou dos boxes.
Quando todos decidiram trocar novamente os pneus, abandonando os de chuva, a tempestade caiu de vez em Sepang.
A corrida viu mais uma rodada de pit stops, com todos os pilotos voltando para os pneus de chuva forte. Mas a chuva já era bem intensa e tornou a pista impraticável em Sepang. O safety car entrou na pista na 31ª volta e a direção de prova interrompeu a corrida na passagem seguinte, com a bandeira vermelha.
Todos os carros ficaram parados na reta dos boxes, enquanto aguardavam uma decisão da direção. Após quase uma hora de paralisação, a corrida foi encerrada pelos comissários, principalmente pela falta de luz natural, porque a chuva já tinha diminuído sua intensidade.
Piloto brasileiro acredita em evolução da Ferrari ao longo do ano, mas reconhece superioridade das equipes rivais neste início de temporada
Forçado a abandonar o GP da Austrália quando ocupava a 11ª posição, Felipe Massa admitiu que não será fácil alcançar a Brawn GP, principalmente após a ex-Honda marcar a dobradinha logo na primeira prova da temporada 2009 da F-1.
- Temos que melhorar o carro rapidamente. Com a minha experiência, posso afirmar que não é fácil evoluir um segundo de um dia para o outro. Não sei se isso será possível. Quando estamos três ou quatro décimos atrás podemos encostar, mas um segundo é muito difícil – afirmou Massa, segundo o site da revista inglesa Autosport.
Massa também declarou aos repórteres, na Austrália, que acreditava na possibilidade de duelar com a Brawn GP, mas que os verdadeiros concorrentes durante o GP Melbourne foram os pneus.
- Lutamos muito com os pneus macios e os compostos duros também não ajudaram. Se você analisar a corrida, tivemos a Brawn, que estava em outro planeta, e em seguida a RBR, pois Vettel foi muito forte, mostrando um ritmo melhor que o nosso.
Kubica também se mostrou competitivo. Acho que nós estamos (Ferrari) em um meio termo. Somos competitivos, podemos ser um pouco mais, e esperamos ser ainda mais para nos tornarmos uma equipe que irá brigar - avaliou.
F-1 dá a largada neste fim de semana, com a disputa do GP da Austrália
A julgar pelos resultados nos testes de inverno, Massa tem ligeira vantagem, já que conseguiu andar sempre entre os primeiros. Já a McLaren teve diversos problemas e parece não ter se adaptado às mudanças do regulamento.
- Até agora é difícil você ter uma idéia clara porque a primeira corrida é o que conta, mas a gente nunca viu uma McLaren tão atrás, com tantas dificuldades como neste ano. Muitos falam que os treinos não são tão importantes quanto a um fim de semana de corrida, e é verdade, mas você estando sempre atrás mostra que você não está bem - disse o piloto da Ferrari.
Após superar a perda do Mundial de 2008 por apenas um ponto, Massa se disse mais forte mentalmente.
- Acho que na parte mental foi uma grande lição de vida para mim, uma grande lição de aprendizado pessoal que vai, com certeza, me deixar mais forte para lutar por qualquer campeonato, corrida ou vitória. Acho que isso me deixou ainda mais pronto para lutar e me deixou ainda mais forte - afirmou.
O brasileiro da Ferrari parece ser o piloto com mais chances de quebrar o longo jejum de títulos do país na F-1. Desde 1991, com Ayrton Senna, o país não tem um campeão mundial.
Barrichello não vê a hora de entrar na pista
Rubinho, por sua vez, parecia fora dos planos da Honda no final do ano passado. Para complicar sua situação, a montadora japonesa anunciou em dezembro a sua saída da categoria.
Quando surgiram os primeiros rumores sobre a criação de uma nova equipe, montada a partir do espólio da Honda, Barrichello, piloto mais experiente da categoria, não aparecia entre os cotados para assumir um dos cockpits. O também brasileiro Bruno Senna aparecia como favorito à vaga de companheiro do inglês Jenson Button.
No entanto, Rubinho sempre se mostrou otimista e dizia que seguiria na F-1. E, no início de março, foi anunciado o lançamento da Brawn GP, comandada pelo ex-chefe de equipe da Honda, Ross Brawn.
Os funcionários e a dupla de pilotos foram mantidos. As diferenças em relação à equipe extinta ficaram por conta do nome e dos resultados expressivos.
Se a Honda foi mal nos últimos anos, a Brawn teve um ótimo desempenho nos poucos testes de inverno. Rubinho e Button andaram sempre entre os primeiros e foram apontados como possíveis surpresas do campeonato.
- Começo o ano com a faca nos dentes, isso porque teremos poucos testes antes da primeira corrida, mas com um carro que será rápido e com um baita motor Mercedes por trás, não vejo a hora - comentou o piloto, poucos dias depois de ser confirmado como piloto da Brawn.
Nelsinho espera se firmar na Renault
Já Nelsinho Piquet é o terceiro representante do país na categoria mais importante do automobilismo mundial. O piloto ganhou uma nova chance da Renault, apesar de seu ano de estreia ter sido marcado por diversos abandonos.Com uma temporada de experiência, o filho do tricampeão Nelson Piquet espera se firmar e conseguir o mesmo sucesso que obteve nas categorias de acesso, como a Fórmula 3 Sul-Americana e a GP2.
A adaptação da Renault às novas regras e os bons resultados nos testes de inverno dão a Nelsinho a esperança de uma temporada consistente.
- Sinto muita confiança para este ano e estou ansioso para voltar a Melbourne (palco do Grande Prêmio da Austrália). Aprendi muito em 2008 e agora, com um ano de experiência, as coisas serão mais fáceis - declarou ao site da F-1.
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