O sábado em Interlagos
Rubinho comemora a pole conquistada nos últimos minutos do treino classificatório
Rubinho Barrichello posa para fotos junto com sua mulher, Silvana, e seu filho, Eduardo
Rubinho comemora a pole conquistada nos últimos minutos do treino classificatório
Rubinho Barrichello posa para fotos junto com sua mulher, Silvana, e seu filho, Eduardo
Piloto brasileiro celebra aniversário dos filhos e revela que teve problemas para correr bem no circuito de Monza
Rubens Barrichello venceu o GP da Itália de Fórmula 1, mas quem ganhou o presente foram os felizardos Fernando e Eduardo, filhos do piloto.
Ambos fazem aniversário neste mês de setembro - Fernando fez no último sábado, e Eduardo fará no dia 23 -, e o "pai coruja" não perdeu a oportunidade de dedicar o triunfo em Monza a seus "pequenitos".
- Estou sem palavras. É um momento fantástico e muito importante. Essa vitória vai dedicada aos meus 'pequenitos', é aniversário deles neste mês.
Eu dedico a eles, que são muito importantes na minha vida. Deus me ajudou e é maior que tudo. Estou muito feliz de estar aqui comemorando - disse Barrichello.
Falando sobre a corrida, Rubinho deixou a emoção um pouco de lado. Ele comentou os problemas que teve no fim de semana e revelou que teve alguns obstáculos na corrida.
- Tive uma noite difícil, tivemos dificuldades com a caixa de marcha. Mas espero que o carro continue tão bem nas próximas corridas. A excelente primeira volta que fiz ajudou em minha prova. O carro respondeu o tempo todo.
Me senti muito bem. Os caras que estão com Kers têm mais facilidades na largada, e temos consciência de que não vamos conseguir ultrapassá-los em linha reta. Mantive um ritmo muito bom e aproveitei bem as oportunidades da corrida - encerrou.
Após problema na largada, Rubens Barrichello faz ótima corrida de recuperação e chega em sétimo, com o carro em chamas
Kimi Raikkonen fez uma excelente corrida e venceu pela quarta vez o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, encerrando um jejum de mais de um ano. Ele não subia ao alto do pódio desde a Espanha, em 2008. O finlandês aguentou a pressão de Giancarlo Fisichella, da Force India, durante toda a corrida. O italiano chegou na segunda posição, no melhor resultado da história da equipe indiana, que nunca tinha sequer pontuado. Sebastian Vettel, da RBR, completou o pódio após uma excelente recuperação. O alemão era o oitavo do grid. O piloto foi forçado a diminuir o ritmo e abandonar a luta com Heikki Kovalainen pela sexta posição, mas conseguiu os dois pontos. O finlandês da McLaren garantiu os três pontos. O inglês teve sua vantagem reduzida para 16 pontos no campeonato, com cinco corridas para o fim da temporada. Barrichello ainda contou com a punição ao australiano Mark Webber, da RBR, que teve de fazer um drive through por ter sido liberado de forma insegura dos boxes. Ele perdeu tempo e chegou apenas em nono, fora da zona de pontuação. Na largada, quase que a reação de Barrichello foi abortada. O carro do brasileiro ficou parado na quarta posição do grid e ele só conseguiu fazê-lo funcionar após quase todos os rivais o ultrapassarem. Antes do hairpin da La Source, ele caiu para o último lugar. Mais leve, ele conseguiu recuperar algumas posições no trecho entre a Eau Rouge, a Raidillon e a reta Kemmel. Na frente, Giancarlo Fisichella manteve a ponta e Kimi Raikkonen, que saiu em sexto, subiu para a segunda posição. Na confusão, o espanhol Jaime Alguersuari, da STR, acertou o inglês Lewis Hamilton, da McLaren. Os quatro abandonaram a corrida ali mesmo e provocaram a entrada do safety car. Mais atrás, Barrichello começava sua recuperação ao superar o italiano Jarno Trulli. No fim da volta, na freada da nova Bus Stop, a vítima foi Luca Badoer, da Ferrari. A equipe japonesa, no entanto, teve problemas com a mangueira de reabastecimento e atrasou muito a corrida do alemão. Como se não bastasse o tempo perdido, ele teve de abandonar na 26ª, por precaução da equipe francesa. O brasileiro voltou atrás do finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren, que apostou em uma tática de apenas uma parada e ganhou muito tempo com isso. Com as paradas dos adversários, Kovalainen e Barrichello subiram para a sexta e sétima posições, respectivamente. Com pouquíssimo combustível, para um trecho de apenas nove voltas, o alemão começou a reduzir a vantagem de Raikkonen e Fisichella, que duelavam pela primeira posição. Mas, com poucas voltas para o fim, o piloto da RBR teve de se contentar apenas com a terceira posição. O finlandês se defendia com o Sistema de Recuperação de Energia Cinética (Kers), o que dificultava muito a vida do brasileiro. Só que o piloto da Brawn GP foi forçado a diminuir o ritmo por causa de um vazamento de óleo nas últimas voltas. Barrichello completou a prova se arrastando na pista, mas com a sétima posição assegurada.
Rubens Barrichello, que largava em quarto, teve problemas na largada e ficou parado no grid. Com uma ótima corrida de recuperação, o brasileiro conseguiu levar sua Brawn GP à sétima posição, mesmo com um vazamento de óleo em seu motor Mercedes nas últimas voltas.
O brasileiro foi beneficiado pelo abandono de Jenson Button logo na primeira volta, ao ser colhido em um acidente na curva Les Combes.
Robert Kubica, da BMW Sauber, chegou na quarta posição, à frente do companheiro Nick Heidfeld, o quinto. Nico Rosberg, da Williams, completou a zona de pontuação, em oitavo. A próxima corrida da temporada será o GP da Itália, no circuito de Monza, no dia 13 de setembro.
Só que uma confusão na Les Combes acabou por ajudar o brasileiro. Romain Grosjean, da Renault, que já tinha se enrolado na largada, se precipitou e acertou a traseira de Jenson Button, líder do campeonato, da Brawn GP.
Rubens Barrichello, Jarno Trulli e Adrian Sutil aproveitaram a bandeira amarela para fazer seus primeiros pit stops. Eles estavam com o pneu macio e trocaram para os duros, mais adequados para a corrida, além de encher o tanque. Por causa disso, os três caíram para as últimas posições e teriam de andar forte para se recuperar.
O safety car saiu da pista na quinta volta. Logo na relargada, Kimi Raikkonen começou a pressionar Giancarlo Fisichella. O finlandês conseguiu a ultrapassagem na reta Kemmel, logo após a curva Raidillon.
Na volta seguinte, Barrichello superou o japonês Kazuki Nakajima, de novo na reta Kemmel. Na frente, Kimi Raikkonen mantinha a ponta, mas Giancarlo Fisichella acompanhava o ritmo do finlandês, surpreendendo a todos. Na 12ª volta, começou a primeira rodada de pit stops, com as paradas de Robert Kubica, da BMW Sauber, e Timo Glock, da Toyota.
Kimi Raikkonen, Giancarlo Fisichella, Mark Webber e Nick Heidfeld pararam juntos na 14ª volta. As posições foram mantidas, mas a RBR liberou o australiano no pit lane de forma insegura. Ele saiu de sua posição e quase acertou o carro do alemão da BMW Sauber, o que provocou uma punição a Webber. Ele teve de cumprir o drive through na 18ª e perdeu muitas posições.
Sebastian Vettel, que estava entre os oito primeiros, fez o pit stop na 16ª volta e conseguiu retornar à pista muito bem, para tentar brigar por uma posição no pódio. Nico Rosberg, da Williams, parou duas passagens depois, na 18ª. Jarno Trulli, da Toyota, teve de fazer uma segunda parada, mas a equipe se enrolou e ele teve de abandonar a prova na 21ª.
Fernando Alonso teve uma lembrança do GP da Hungria na 24ª volta, na hora de seu pit stop. Quando estava em terceiro, o espanhol entrou nos boxes, mas teve problemas na roda dianteira esquerda, por causa de um toque com Adrian Sutil, da Force India. O mecânico demorou muito para trocá-la.
Na 28ª volta, Rubens Barrichello fez seu segundo pit stop e ficou muito bem para tentar uma vaga na zona de pontuação.
Na frente, Raikkonen e Fisichella pararam nos boxes juntos novamente, na 31ª volta. Os dois fizeram o mesmo tempo de parada, com 7s1, e voltaram à pista na segunda e terceira posições, respectivamente. Sebastian Vettel assumiu a liderança momentaneamente e começou a andar muito rápido, para fazer uma parada rápida e um último trecho de corrida curto, para tentar superar Robert Kubica e subir ao pódio.
Na 35ª volta, Vettel fez seu último pit stop e, conforme esperado, superou o polonês Robert Kubica em seu retorno à pista.
A cinco voltas do final, Rubens Barrichello continuava a pressionar Heikki Kovalainen, para tentar ganhar a sexta posição.
Brasileiro supera as McLarens de Hamilton e Kovalainen com tática perfeita e muita velocidade na pista no GP da Europa
Foram quase cinco anos, 81 GPs e muitas dificuldades. Mas neste domingo, no GP da Europa, disputado no circuito de rua de Valência, Rubens Barrichello voltou ao alto do pódio com a Brawn GP. O brasileiro triunfou na Fórmula 1 pela décima vez na carreira e, de quebra, ainda inseriu seu nome de forma definitiva
na história do automobilismo nacional.
A vitória em Valência é a centésima do Brasil na Fórmula 1 e veio de uma forma excepcional. Barrichello largou na terceira posição e, com uma tática perfeita, superou as duas McLarens de Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen nos pit stops da corrida deste domingo. O inglês chegou em segundo e o finlandês caiu para quarto, superado pelo compatriota Kimi Raikkonen, que conseguiu a última posição do pódio.
Barrichello também manteve o domínio brasileiro no segundo ano da corrida no circuito de rua de Valência. Em 2008, Felipe Massa venceu com a Ferrari de forma excepcional. Neste ano, o piloto da Brawn GP foi ao alto do pódio e dedicou a vitória ao amigo da Ferrari, que se recupera do forte acidente sofrido no treino classificatório do GP da Hungria, há três finais de semana.
Nico Rosberg, da Williams, fez uma bela corrida e chegou na quinta posição, logo à frente de Fernando Alonso, da Renault. Líder do campeonato, Jenson Button foi o sétimo com a Brawn GP e o polonês Robert Kubica, da BMW Sauber, completou a zona de pontuação. Mark Webber, da RBR, acabou sem pontos, na nona posição da corrida.
Com a primeira vitória no ano, Rubens Barrichello chegou aos 54 pontos e voltou à vice-liderança do campeonato. Ele reduziu a vantagem de Jenson Button, que tem agora 72, para 18. Mark Webber, da RBR, se mantém em terceiro, apesar de não ter pontuado, com 51,5. Sebastian Vettel, companheiro do australiano abandonou e ficou com os 47. A próxima corrida da temporada será disputada na Bélgica, em uma semana, no dia 30 de agosto.
As McLarens se mantiveram nas duas primeiras posições da corrida, fazendo um bom uso do Kers após a largada. Lewis Hamilton ficou na ponta, seguido pelo companheiro Heikki Kovalainen. Rubens Barrichello largou bem e assegurou a terceira posição. Kimi Raikkonen, também com o Kers, subiu de sexto para quarto. Líder do campeonato, Jenson Button se estranhou com Sebastian Vettel e caiu para oitavo. Já o alemão da RBR ficou em quinto.
Ainda na primeira volta, Button errou uma curva e teve de cortar a chicane para se manter à frente de Mark Webber, da RBR. Após ser alertado pela Brawn GP de uma possível punição, o inglês cedeu a oitava posição na última curva do circuito, pouco antes de completar a quinta volta. Mais atrás, Romain Grosjean, que estreia na Renault no lugar de Nelsinho Piquet, perdeu o bico e teve de fazer um pit stop.
Antes do primeiro pit stop, Hamilton e Kovalainen, de pneu macio, abriam vantagem sobre Barrichello, que estava com os duros e mais pesado. O brasileiro, no entanto, começou a reduzir a vantagem das McLarens, à medida em que sua carga de combustível diminuía. O inglês foi o primeiro dos ponteiros a parar, na 16ª volta e o finlandês entrou na passagem seguinte.
Com pista limpa, Barrichello aumentou o ritmo e começou a fazer voltas em ritmo de classificação. Enquanto isso, Hamilton e Kovalainen se enrolavam com o tráfego. Com o tempo ganho neste período, o brasileiro ganhou a segunda posição do finlandês e se aproximou bastante de Hamilton, que manteve a primeira posição após o pit stop.
Após a primeira rodada de paradas, Hamilton e Barrichello começaram uma espécie de "match race", com um marcando o outro na pista. Quando o inglês era mais rápido, o brasileiro respondia na volta seguinte. Com isso, os dois se distanciaram de Heikki Kovalainen, que estava na terceira posição da prova neste momento.
Na 23ª volta, a McLaren pediu para o inglês não exagerar nos freios, porque as temperaturas dos pneus traseiros estavam acima do esperado. Sebastian Vettel, terceiro colocado no campeonato, abandonou na passagem seguinte, após a quebra do motor Renault de sua RBR. Na frente, a vantagem de Hamilton para Barrichello se mantinha na casa dos três segundos.
Barrichello começou a virar o jogo contra Hamilton na 29ª volta, quando começou a fazer voltas mais rápidas. A vantagem caía para a casa dos dois segundos. Oito voltas depois, o inglês entrou nos boxes para fazer sua segunda parada. No entanto, a McLaren não estava completamente preparada. Os pneus não estavam colocados corretamente na posição e ele perdeu 13,4 segundos.
O brasileiro acelerou ainda mais e fez duas voltas muito rápidas seguidamente. Na 40ª volta, o pneu traseiro direiro de Kazuki Nakajima estourou e ficou no traçado.
Com medo da entrada de um safety car, a Brawn chamou o brasileiro aos boxes no fim desta passagem. Com 6,8 segundos, o brasileiro voltou com uma boa folga na frente, de mais de sete segundos.
Hamilton ainda tentou uma pressão no fim da corrida, mas Barrichello apenas administrou a boa vantagem, obtida com a tática perfeita e o bom desempenho na pista.
A vitória em Valência encerrou um jejum de cinco anos sem vitórias do brasileiro e ainda marcou seu nome na história do automobilismo nacional, com o 100º triunfo do país.
Alemão alega não estar em condições físicas ideais para disputar o Grande Prêmio da Europa, em Valência. Luca Badoer é escolhido pela Ferrari
Britânico credita bom desempenho na Hungria à equipe da McLaren
Após sofrer um grave acidente neste sábado, durante os treinos classificatórios para o GP da Hungria, o brasileiro Felipe Massa se submeteu a uma cirurgia no Hospital Militar de Budapeste e vai passar a noite em coma induzido, respirando por aparelhos.
De acordo com o último boletim da equipe médica, o piloto da Ferrari teve fraturas no crânio e uma pequena lesão no cérebro. Ele fará uma tomografia na manhã de domingo (às 5h de Brasília).
De acordo com o comunicado divulgado pela Ferrari, o exame médico mostrou, além do corte na testa, com cerca de oito centímetros, uma lesão na parte esquerda do crânio e uma concussão cerebral. A nota informou que a cirurgia foi bem-sucedida, mas o brasileiro passará a noite de sábado em observação na Unidade de Terapia Intensiva.
A Ferrari confirmou que o piloto está fora do GP da Hungria. Segundo o médico oficial do GP do Brasil, Dino Altmann, é possível que Massa fique até seis semanas parado.
O brasileiro foi atingido em seu capacete por uma mola de cerca de 12 centímetros, feita de metal, que se soltou do carro de Rubens Barrichello. A peça quicou na pista e atingiu Massa quando ele acelerava a aproximadamente 280km/h.
Rubens Barrichello foi ao hospital e não conseguiu ver Massa, mas conversou com os médicos e saiu mais aliviado.
- Eles não me deixaram chegar até o Felipe, o que é normal em uma situação como esta. Falei com dois doutores, e a cirurgia foi ótima. Mas como tudo que acontece na cabeça é um pouco delicado. Então ele tem que passar por um momento de espera. O Felipe tem que estar relaxado neste momento, por isso o coma induzido - explicou Rubinho, em entrevista à Rede Globo.
O comentarista da Rede Globo Luciano Burti também esteve no hospital.
- Correu tudo bem, o médico estava satisfeito com o resultado da cirurgia. A consequência do acidente varia de pessoa para pessoa.
Aparentemente, o Felipe está bem, e eles querem esperar ele acordar para poder ter certeza de que está tudo em ordem. O momento agora é de calma. O impacto na cabeça é sempre delicado, é como se fosse um hematoma. Esperam que amanhã, quando ele acordar, isso já esteja recuperado.
A agência de notícias Associated Press atribuiu ao diretor do hospital, Peter Bazso, a afirmação de que Massa está estável, mas ainda corre risco de morte. Uma fonte da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ouvida pela Rede Globo, no entanto, desmentiu a informação. O comentarista da Globo Luciano Burti, em sua conta no Twitter, também afirmou que não há risco:
Alemão lidera dobradinha da RBR, com Mark Webber em 2º. Rubens Barrichello é terceiro e Jenson Button, apenas o sexto
Com um desempenho excepcional desde a largada, Sebastian Vettel venceu sua segunda corrida na temporada, o GP da Inglaterra, em Silverstone. Com uma vantagem que chegou a um segundo para os demais por volta, o alemão liderou a dobradinha da RBR, que ainda teve Mark Webber na segunda posição.
O australiano superou Rubens Barrichello após a primeira rodada de pit stops e deixou o brasileiro da Brawn GP em terceiro, com um carro deficiente no circuito inglês. Ele correu com fortes dores nas costas, e teve de tomar uma injeção de cortisona antes da largada. É a primeira vez na temporada em que Jenson Button fica fora do pódio, mas ele permanece na liderança do campeonato.
Felipe Massa, da Ferrari, conseguiu uma brilhante quarta posição após largar apenas em 11º. Com trechos mais longos que os dos rivais, o brasileiro subiu na classificação nos momentos das paradas de boxes. Nico Rosberg, da Williams, chegou em quinto, logo à frente de Jenson Button, da Brawn GP, que ainda tentou uma pressão nas voltas finais, mas sem sucesso e ficou em sexto.
Jarno Trulli, da Toyota, completou a prova na sétima posição e Kimi Raikkonen, da Ferrari, completou a zona de pontuação, em oitavo. O finlandês ainda sofreu com a pressão do alemão Timo Glock na parte final da prova, mas conseguiu se manter à frente. Nelsinho Piquet, da Renault, fez uma corrida discreta, mas com muitas disputas. O brasileiro chegou a ultrapassar Lewis Hamilton e Fernando Alonso e acabou na 12ª posição, à frente do companheiro espanhol, apenas o 14º. O inglês da McLaren foi apenas o 16º colocado em sua corrida de casa.
No campeonato, Jenson Button manteve a liderança, mas viu sua vantagem para Rubens Barrichello, Sebastian Vettel e Mark Webber diminuir. O inglês tem agora 64 pontos, contra 41 do brasileiro. O alemão da RBR está com 39, 3,5 à frente do australiano, seu companheiro de equipe. A próxima corrida da Fórmula 1 será o GP da Alemanha, em Nürburgring, no dia 12 de julho
Na largada, Sebastian Vettel manteve a ponta, apesar da ameaça de Rubens Barrichello. Jenson Button, que estava em sexto, perdeu três posições e ficou atrás de Felipe Massa, que pulou bem e subiu para oitavo. Kimi Raikkonen também avançou, para a quinta posição. A saída não teve incidentes, apenas um pedaço danificado da asa dianteira de Nick Heidfeld, da BMW Sauber.
Logo na segunda volta, Jenson Button conseguiu recuperar a posição perdida na largada para Felipe Massa. O brasileiro errou na saída da curva Chapel, pisou na grama e cedeu a posição para o líder do campeonato, que assumiu a oitava posição.
Com um ritmo de corrida alucinante, Vettel abria quase um segundo por volta sobre Barrichello. O alemão se aproveitou da baixa temperatura em Silverstone, de 16ºC, condição em que o carro da RBR funciona melhor que o da Brawn, já que consegue aquecer os pneus mais rapidamente. A vantagem de Vettel já estava na casa dos 18 segundos na hora dos primeiros pit stops.Na 15ª volta, Kazuki Nakajima foi o primeiro a parar nos boxes, seguido de Kimi Raikkonen, na passagem seguinte. O finlandês conseguiu se manter à frente do rival da Williams na volta das paradas. O japonês, aliás, foi o grande perdedor da primeira rodada de pit stops: ele caiu da quarta para a nona posição.
Na 20ª, foi a vez de Barrichello fazer seu pit stop, quando estava em segundo. Mark Webber, que estava atrás do brasileiro, entrou nos boxes na 21ª volta. Na volta, o australiano superou o brasileiro, que ainda tentou uma ultrapassagem na curva Copse, mas sem sucesso. Em primeiro, Vettel parou na 22ª e voltou à frente do companheiro com confortáveis 20 segundos de vantagem.
Felipe Massa foi o último dos primeiros colocados a parar, na 24ª volta, após apostar em um primeiro trecho mais longo. O brasileiro ganhou quatro posições no retorno à pista e assumiu a quinta posição na corrida. Em quarto, Nico Rosberg começava a andar mais rápido que Rubens Barrichello, com dificuldades com os pneus duros colocados em seu pit stop.
Antes do segundo pit stop, Barrichello continuava muito pressionado por Rosberg e Massa. Os três pilotos eram separados por menos de três segundos de vantagem, mas nenhum deles se colocava em posição de ultrapassagem. Na frente, a RBR pedia, pelo rádio, para Vettel economizar os pneus, enquanto Mark Webber não conseguia reduzir a vantagem de seu companheiro na prova.
Em quarto, Nico Rosberg foi o primeiro dos ponteiros a fazer a segunda parada, na 44ª volta. Felipe Massa entrou nos boxes duas voltas depois e ganhou a posição do alemão da Williams no retorno à pista. Na 48ª, foi a vez de Barrichello fazer o pit stop e voltar três segundos à frente dos dois rivais. Vettel e Webber também trocaram os pneus, mas as posições permaneceram inalteradas.
Na 50ª volta, Jenson Button fez a sua segunda parada e, enfim, conseguiu algum ganho na corrida. O inglês superou, por causa da tática, o italiano Jarno Trulli e o finlandês Kimi Raikkonen, subindo para a sexta posição e assegurando pontos preciosos para o campeonato.
Segundo Max Mosley, Fota estaria quebrando contratos em vigor com a F-1
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta sexta-feira que vai entrar na Justiça contra a Associação das Equipes da Fórmula 1 (Fota). A entidade comandada pelos times pretende organizar uma nova categoria em 2010, após não chegar a um acordo com os dirigentes da FIA.
Max Mosley, presidente da FIA, respondeu ao racha promovido pela Fota com uma ameaça legal. Segundo ele, as equipes, especialmente a Ferrari, teriam compromissos pendentes que não poderiam ser quebrados ou desrespeitados. A federação vai adiar o anúncio das equipes inscritas para 2010, previsto inicialmente para este sábado.
- Os advogados da FIA examinaram a ameaça da Fota de criar uma nova categoria. As ações da Fota como um todo, especialmente da Ferrari, violam de forma séria as leis, incluindo relações contratuais, obrigações legais da equipe italiana, além do regulamento da competição. A FIA tomará medidas legais rapidamente.
A preparação para o campeonato de 2010 continua, mas os nomes das equipes só serão divulgados após a resolução do problema - diz Max Mosley, em comunicado oficial.
Ferrari e McLaren estão entre os oito times que decidiram, em reunião nesta quinta-feira, não continuar no campeonato na próxima temporada
A crise na Fórmula 1 atingiu o status de racha nesta quinta-feira. Diante do impasse com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre o teto orçamentário para a próxima temporada, a Associação das Equipes (Fota) rompeu com F-1 e anunciou que vai organizar uma categoria paralela em 2010.
Após uma reunião de uma hora na fábrica da Renault, na cidade inglesa de Enstone, os oito times da Fota - Ferrari, McLaren, Renault, BMW Sauber, Toyota, Brawn GP, RBR e STR - confirmaram que não houve acordo com a FIA.
- As equipes não podem continuar a arriscar os valores fundamentais do esporte e se negaram a alterar suas inscrições condicionais para a temporada de 2010. Os times não têm alternativa a não ser se preparar para um novo campeonato, que reflita os valores de seus participantes e parceiros.
Esta categoria terá um governo transparente, um regulamento, além de encorajar novas inscrições e ouvir os anseios dos fãs, oferecendo ingressos mais baratos. Os melhores pilotos, estrelas, marcas, patrocinadores e promotores historicamente associadas com o mais alto nível do automobilismo estarão na nova categoria – disse um porta-voz da Fota.
As equipes da Fórmula 1 tinham até a noite desta sexta-feira para retirar as condições impostas nas inscrições provisórias feitas no início deste mês, sob o risco de ficar fora da F-1 em 2010. Max Mosley, presidente da FIA, escreveu uma carta aos times na quarta-feira, na qual fazia algumas concessões, mas deixava claro que o teto orçamentário não seria abandonado.
Além disso, o dirigente pediu para que as equipes se inscrevessem e se comprometeu a mudar o regulamento, fechando um novo Pacto da Concórdia, documento que rege as relações esportivas e comerciais na F-1.
Após receberem a carta de Max Mosley, as equipes decidiram se reunir na fábrica da Renault para discutir novas medidas e chegaram à conclusão de que não poderia haver um acordo com a FIA. A inclusão da Ferrari, da RBR e da STR na nova categoria deve gerar mais polêmica, já que a FIA alega que as três ainda tem contrato com a atual categoria.
Com o cronômetro zerado e uma volta excelente, Sebastian Vettel roubou a pole de Jenson Button e sai na frente no GP da Turquia, que será disputado neste domingo. O alemão da RBR superou o líder do campeonato por 105 milésimos. O inglês da Brawn GP largará na segunda posição do grid em Istambul. Lewis Hamilton, atual campeão mundial, não conseguiu passar da primeira parte do treino classificatório (Q1) pela segunda corrida consecutiva. O inglês da McLaren tinha errado no GP de Mônaco, quando bateu de traseira na curva Mirabeau e teve de trocar o câmbio, largando em último. Neste sábado, na Turquia, ele não cometeu falhas, mas sofreu com um carro muito "nervoso" e marcou apenas o 16º tempo.
Rubens Barrichello, companheiro de Button, foi o melhor brasileiro no treino classificatório e sai em terceiro lugar. O piloto tentou uma estratégia diferente na superpole, usando apenas um jogo de pneus duros e dando três voltas rápidas em sequência. Ele ficou apenas dois décimos atrás de Vettel.
A Rede Globo transmite o GP da Turquia às 9h deste domingo, com narração de Cléber Machado, comentários são de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e reportagem de Carlos Gil.
Mark Webber, da RBR, vai largar na quarta posição, completando o domínio da Brawn e da RBR nas duas primeiras filas do grid. Jarno Trulli, da Toyota, voltou a andar bem na Turquia e conseguiu o quinto lugar, um à frente do finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, que sai em sexto neste domingo.
Felipe Massa tinha expectativas de marcar sua quarta pole position no circuito turco, mas conseguiu apenas o sétimo lugar no treino classificatório. O brasileiro da Ferrari ficou à frente do bicampeão Fernando Alonso, da Renault, o oitavo colocado. Nico Rosberg, da Williams, foi o nono, e Robert Kubica, da BMW Sauber, completou a lista dos dez primeiros colocados no grid de largada.
Outro eliminado ainda no Q1 foi Nelsinho Piquet. O brasileiro da Renault rodou duas vezes em suas duas últimas tentativas de marcar um bom tempo. Na segunda delas, ele ficou atolado na caixa de brita e encerrou o treino. Na volta aos boxes, o piloto reclamou dos freios, que o teriam deixado na mão em ambas as saídas de pista.
- O carro teve problemas com o freio. No fim do primeiro jogo de pneus, o freio ficou longo, piorou e acabou. Aí, antes do treino chegar ao fim, eu saí da pista - diz Nelsinho, em entrevista ao repórter Carlos Gil, da Rede Globo.
Na segunda parte do treino (Q2), o destaque entre os eliminados foi Heikki Kovalainen, da McLaren. O finlandês, mais rápido nos treinos livres de sexta, confirmou os problemas do MP4/24 em pistas que exigem bastante da parte aerodinâmica, caso da Turquia. Ele vai largar apenas na 14ª posição, embora possa comemorar ter ficado à frente de Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe.
Nick Heidfeld, da BMW Sauber, não conseguiu acompanhar o ritmo de Robert Kubica, seu companheiro de equipe, e foi eliminado no Q2. O alemão estava na décima posição até a última volta da segunda parte, quando Nico Rosberg, da Williams, superou seu tempo e conseguiu a última vaga na superpole.

Max Mosley diz que equipe colocou seus interesses acima dos da Fórmula 1
Após a derrota na Justiça francesa, a Ferrari demonstrou toda a sua contrariedade à decisão em seu site oficial. De acordo com o texto, após a saída da equipe italiana e dos times comandados por grandes montadoras, a Fórmula 1 poderia passar a se chamar "Fórmula GP3", em alusão aos times que demonstraram interesse em correr na temporada 2010.
Ferrari, Renault, RBR, STR e Toyota não deverão se inscrever para o campeonato de 2010 até a data-limite de 29 de maio.
Confira o comunicado publicado no site oficial da Ferrari:
Inglês da Brawn larga pela terceira vez na primeira posição nesta temporada; Barrichello sai em terceiro e Massa, em quarto Com um tempo excepcional no último trecho de sua volta, Jenson Button marcou a pole position do GP da Espanha, que será disputado neste domingo. O inglês da Brawn GP abriu sua última volta a apenas um segundo do fim da superpole e tirou a primeira posição de Sebastian Vettel, da RBR, por apenas 133 milésimos. É a terceira vez que o líder do campeonato larga na posição de honra do grid nesta temporada. A principal surpresa da primeira parte do treino classificatório (Q1) foi a eliminação de Kimi Raikkonen, da Ferrari, que vai largar apenas em 16º. O finlandês marcou seu tempo ainda no início da sessão e teve seu carro recolhido aos boxes da equipe italiana com apenas cinco voltas, o piloto que menos andou neste trecho. Após sair do cockpit, ele reclamou muito do time, que o teria deixado fora da pista durante muito tempo.
Rubens Barrichello, que marcou o melhor tempo do fim de semana na segunda parte do treino (Q2), com 1m19s954, ficou com a terceira posição, após ser superado por Button e Vettel quando o cronômetro já estava zerado. Felipe Massa marcou o quarto tempo e completou a segunda fila brasileira no GP da Espanha.
A Rede Globo transmite o GP da Espanha às 9h (de Brasília) deste domingo, com narração de Galvão Bueno, comentários de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e reportagem de Mariana Becker. O GLOBOESPORTE.COM acompanha, em Tempo Real, as 66 voltas da prova.
O australiano Mark Webber, companheiro de Sebastian Vettel na RBR, ficou com o quinto melhor tempo do treino, à frente do alemão Timo Glock e do italiano Jarno Trulli, ambos da Toyota. Correndo em casa, Fernando Alonso, da Renault, larga na oitava posição após conseguir uma vaga na superpole no último segundo do Q2.
O alemão Nico Rosberg, da Williams, marcou o nono tempo, logo à frente de Robert Kubica, da BMW Sauber. O polonês conseguiu uma vaga surpreendente na parte final do treino, mas não conseguiu passar do décimo lugar. O piloto deve ter apostado em um carro muito pesado, já que ficou mais de dois segundos atrás do pole Button.
Heikki Kovalainen mostrou que a McLaren ainda precisa trabalhar muito para evoluir na temporada. O finlandês marcou apenas o 18º tempo, à frente apenas de Adrian Sutil e Giancarlo Fisichella, a dupla da Force India, que formará a última fila na corrida deste domingo. Sebastien Bourdais, da STR, superou o piloto da McLaren no fim da primeira parte e sai em 17º lugar.
Nelsinho Piquet conseguiu seu melhor treino classificatório do ano e ficou a menos de um décimo do companheiro Fernando Alonso na segunda parte do treino (Q2), com 1m20s604. O brasileiro da Renault acabou fora da superpole, mas conseguiu mostrar à equipe que consegue andar no ritmo do espanhol bicampeão. Ele vai largar na 12ª posição na corrida deste domingo em Barcelona.
Lewis Hamilton, atual campeão mundial, também não conseguiu vaga na superpole. O inglês, aliás, ficou bem longe disso, com a 14ª posição no grid de largada deste domingo. O desempenho dos pilotos da McLaren ficou muito aquém do esperado, após a reação nos últimos GPs, na China e no Bahrein.
Acidente fatal a 300km/h na Itália encerrou de forma abrupta a carreira de um dos maiores ícones do automobilismo em todos os tempos
Há exatos 15 anos, em 1º de maio de 1994, uma curva traiçoeira mudou a história do esporte. Quando a Williams de Ayrton Senna passou reto na Tamburello a mais de 300km/h, o Brasil perdeu um de seus maiores ídolos. Da batida forte no muro de proteção à notícia da morte, algumas horas depois, o país inteiro sofreu. E 15 anos não foram suficientes, nem de longe, para apagar da memória os feitos extraordinários do piloto.
O tricampeão mundial de Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991) largou na pole position do GP de San Marino, em Imola. Quando sofreu uma quebra na barra de direção, o carro perdeu o controle na curva e bateu forte no muro.
Um dos braços da suspensão dianteira foi projetado contra o capacete de Senna. A angústia chegou ao auge quando a morte foi confirmada no Hospital Maggiore, em Bolonha (Itália), após frustradas tentativas dos médicos. Naquele domingo, o torcedor brasileiro viu pela TV o fim abrupto de uma trajetória brilhante que começou bem antes da Fórmula 1. Senna passou pelo automobilismo inglês e conquistou títulos em todas as categorias: F-Ford 1600, 2000 e F-3 Inglesa. No principal palco do automobilismo, o tricampeão venceu 41 vezes e fez 65 pole positions para garantir seu lugar entre os maiores nomes da história, num prestígio que ultrapassa as fronteiras do Brasil e até do próprio automobilismo.
Além da competência nas pistas, Senna também ficou conhecido pela generosidade fora delas. Ele iniciou obras filantrópicas que deram origem ao Instituto Ayrton Senna, que hoje atende cerca de 400 mil crianças e jovens em todo o Brasil. Viviane, sua irmã, toca o projeto desde sua criação.
Sua importância para a Fórmula 1 se reflete nos elogios rasgados que arrancou ao longo da carreira – e nas polêmicas em que se envolveu vez por outra. O chefão da categoria, Bernie Ecclestone, não tem dúvidas em afirmar quem foi o maior da história. Para ele, nem o multicampeão Michael Schumacher chega perto.
- Ayrton tinha um carisma que Schumacher não foi capaz de transmitir. Fernando Alonso ainda tem tempo para conquistar isso, mas ainda está muito longe de transmitir emoções parecidas com as que Senna despertava nas pessoas – afirmou Ecclestone há dois anos.
| Títulos na Fórmula 1 | 3 (1988, 1990 e 1991 - todos com McLaren-Honda) |
| Vitórias | 41 |
| Pole positions | 65 |
| Pontos | 614 |
| GPs disputados | 161 |
| GPs finalizados | 105 |
| Pódios | 80 |
| Voltas na liderança | 2.987 |
| Quilômetros na liderança | 13.676 |
| Total de voltas percorridas | 8.219 |
| Total de quilômetros percorridos | 37.934 |
| Largadas na primeira fila | 87 |
| Vitórias com pole position | 29 |
| Vitórias de ponta a ponta | 19 |
| Voltas mais rápidas | 19 |
| Máximo de poles conseguidas em uma só temporada | 13 (em 1988 e 1989) |
| Pole positions consecutivas | 8, nos seguintes GPs: Espanha, Austrália, Brasil, San Marino, Mônaco, México e EUA (1988) e Brasil (1989) |
Equipe domina treino classificatório e Timo Glock fica em 2º Jarno Trulli foi o mais rápido no treino classificatório e vai largar na pole position do GP do Bahrein, que será disputado neste domingo. O italiano liderou a dobradinha da Toyota, que teve o alemão Timo Glock na segunda posição. Sebastian Vettel, da RBR, vencedor da última corrida, na China, ficou em terceiro, à frente de Jenson Button, líder do campeonato. Nelsinho Piquet, mais uma vez, foi superado por Fernando Alonso pela 22ª vez em 22 treinos classificatórios. O brasileiro da Renault, pelo menos, avançou à segunda parte (Q2), mas vai largar apenas em 15º lugar. Heikki Kovalainen, da McLaren, também caiu neste trecho e sai na 11ª posição do grid.
É a quarta pole position da carreira de Jarno Trulli e a terceira da história da Toyota. O italiano marcava o primeiro tempo em uma classificação desde o GP dos Estados Unidos de 2005. No entanto, ele não disputou aquela corrida, por causa dos problemas com os pneus Michelin no circuito de Indianápolis. Todos os pilotos da marca deram apenas a volta de apresentação e voltaram aos boxes. Apenas seis carros disputaram aquela prova.
A Rede Globo transmite o GP do Bahrein às 9h (horário de Brasília) deste domingo. A narração é de Galvão Bueno, os comentários são de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e a reportagem é de Mariana Becker. O GLOBOESPORTE.COM acompanha, em Tempo Real, as 57 voltas da prova.
Rubens Barrichello foi o melhor brasileiro no treino classificatório, com a sexta posição. O brasileiro da Brawn GP ficou atrás de Lewis Hamilton, atual campeão mundial, que mostrou a recuperação da McLaren após a adoção de um difusor intermediário. Fernando Alonso, da Renault, passou à superpole e vai largar em sétimo.
Felipe Massa, aniversariante do dia, conseguiu o oitavo tempo com sua Ferrari. O brasileiro, que completa 28 anos, ficou duas posições à frente de Kimi Raikkonen, seu companheiro de equipe. Eles foram separados pelo alemão Nico Rosberg, da Williams, que larga em nono neste domingo em Sakhir.
A BMW Sauber continua a decepcionar, com seus dois carros eliminados na segunda parte do treino classificatório. Robert Kubica, usando pela primeira vez o Sistema de Recuperação de Energia Cinética (Kers) em uma corrida, vai largar apenas em 13º, uma posição à frente de Nick Heidfeld, seu companheiro de equipe.
A primeira parte do treino classificatório, conhecida como Q1, não teve grandes surpresas. O único dos carros de ponta eliminado foi Mark Webber, da RBR, atrapalhado pelo alemão Adrian Sutil, da Force India, no fim de sua volta rápida, a um minuto do fim do trecho. Após o treino, ele pediu desculpas ao australiano nos boxes da equipe austríaca.
Sebastien Buemi e Sebastien Bourdais, a dupla da STR, caiu fora ainda no início. O suíço ainda conseguiu um resultado melhor, mas nada animador, com a 17ª posição. O francês, em seu segundo ano na equipe, ficou apenas em último, o que deve despertar novos rumores sobre sua saída da STR.
Com um excepcional desempenho na pista molhada, Sebastian Vettel dominou o GP da China e conseguiu a segunda vitória de sua carreira na Fórmula 1. De quebra, o alemão ainda colocou a RBR no rol das equipes com triunfos e liderou a dobradinha com Mark Webber na segunda posição. A Brawn GP não foi páreo para o time austríaco e terminou a prova em terceiro, com Jenson Button, e quarto, com Rubens Barrichello.
As condições da vitória de Vettel se assemelharam muito às de sua primeira, no ano passado, na Itália. Na época, o alemão corria na STR e a prova também teve muita chuva. Ele dominou a corrida desde o início e sequer foi ameaçado na prova em Monza. Em ambas as ocasiões, o piloto marcou a pole position e teve muita facilidade durante a prova.
A Ferrari, mais uma vez, decepcionou. A equipe não marcou pontos de novo, seu pior início de campeonato desde 1981, quando Gilles Villeneuve e Didier Pironi abandonaram as três primeiras corridas. Felipe Massa estava em terceiro lugar, quando seu motor apagou na reta oposta por causa de um problema eletrônico. Ele foi forçado a a
bandonar na 20ª volta. Kimi Raikkonen, seu companheiro, ficou em décimo, mas foi ultrapassado seis vezes (quatro por Lewis Hamilton) durante a corrida em Xangai.
Heikki Kovalainen, que não tinha completado sequer uma volta na temporada, fez uma corrida regular e conseguiu a quinta posição, um posto à frente de Lewis Hamilton, seu companheiro na McLaren. O inglês, atual campeão do mundo, cometeu vários erros e foi superado pelo finlandês em uma destas falhas.
Timo Glock, que perdeu cinco posições no grid por trocar o câmbio e optou por largar dos boxes, ficou em sétimo lugar com a Toyota. O alemão teve algumas rodadas durante a corrida, precisou colocar uma asa dianteira nova, mas acabou beneficiado pelo acidente do compatriota Adrian Sutil, da Force India, a seis voltas do fim, quando estava em sexto.
Sebastien Buemi, da STR, completou a lista de pilotos na zona de pontuação. O suíço chegou a andar na quarta posição, mas cometeu um erro primário durante a segunda entrada do safety car, por causa do acidente entre Jarno Trulli, da Toyota, e Robert Kubica, da BMW Sauber. Ele acertou o pneu traseiro direito do líder Sebastian Vettel e precisou trocar o bico, perdendo muitas posições.
A quarta etapa do Mundial de Fórmula 1 será o GP do Bahrein, no próximo fim de semana. Jenson Button, da Brawn GP, continua na liderança do campeonato, com 21 pontos, seis à frente do companheiro Rubens Barrichello. O alemão Sebastian Vettel, vencedor na China, assumiu o terceiro posto, com dez, empatado com o compatriota Timo Glock, mas ganhando nos critérios de desempate.

Pole position e vencedor do GP da Austrália, na semana passada, o inglês Jenson Button irá largar novamente na primeira colocação na etapa da Malásia, neste domingo. O piloto da Brawn foi o mais rápido no treino oficial deste sábado, no circuito de Sepang.
Button fez o tempo de 1min35s181 e terá como companheiro na primeira fila o italiano Jarno Trulli, da Toyota, que anotou 1min35s273.
O brasileiro Rubens Barrichello colocou a outra Brawn na quarta colocação. Mas, devido a uma punição por ter trocado a caixa de câmbio, perdeu quatro postos e sairá no oitavo lugar --seria o nono, se Sebastian Vettel, da Red Bull, terceiro na pista e 13º no grid, também não tivesse sido punido.
Depois de abandonar na Austrália e andar bem nos treinos livres da Malásia, sinalizando um melhor desempenho da Ferrari na segunda etapa da F-1, o brasileiro Felipe Massa decepcionou.
O vice-campeão da última temporada deu apenas quatro voltas e não conseguiu avançar à segunda parte do classificatório. Resultado: irá largar na 16ª posição, logo à frente do seu compatriota Nelsinho Piquet, da Renault.
Massa não foi tão pior assim do que o piloto que o superou no Mundial do ano passado. O inglês Lewis Hamilton, que se envolveu em uma polêmica em Melbourne por mentir sobre a recepção de uma ordem para deixar Jarno Trulli ultrapassá-lo após a entrada do safety car e acabou desqualificado da prova, foi o 12º.
Grid de largada
1. Jenson Button (ING/Brawn) - 1min35s181
2. Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1min35s273
3. Timo Glock (ALE/Toyota) - 1min35s690
4. Nico Rosberg (ALE/Williams) - 1min35s750
5. Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1min35s797
6. Robert Kubica (POL/BMW) - 1min36s106
7. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1min36s170
8. Rubens Barrichello (BRA/Brawn) - 1min35s651*
9. Fernando Alonso (ESP/Renault) - 1min37s659
Eliminados na segunda parte
10. Nick Heidfeld (ALE/BMW) - 1min34s769
11. Kazuki Nakajima (JAP/Williams) - 1min34s788
12. Lewis Hamilton (ING/McLaren) - 1min34s905
13. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 1min35s518*
14. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren) - 1min34s924
15. Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso) - 1min35s431
Eliminados na primeira parte
16. Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1min35s642
17. Nelsinho Piquet (BRA/Renault) - 1min35s708
18. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India) - 1min35s908
19. Adrian Sutil (ALE/Force India) - 1min35s951
20. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - 1min36s107
*pilotos que foram punidos e perderam posições
Piloto brasileiro acredita em evolução da Ferrari ao longo do ano, mas reconhece superioridade das equipes rivais neste início de temporada
Forçado a abandonar o GP da Austrália quando ocupava a 11ª posição, Felipe Massa admitiu que não será fácil alcançar a Brawn GP, principalmente após a ex-Honda marcar a dobradinha logo na primeira prova da temporada 2009 da F-1.
- Temos que melhorar o carro rapidamente. Com a minha experiência, posso afirmar que não é fácil evoluir um segundo de um dia para o outro. Não sei se isso será possível. Quando estamos três ou quatro décimos atrás podemos encostar, mas um segundo é muito difícil – afirmou Massa, segundo o site da revista inglesa Autosport.
Massa também declarou aos repórteres, na Austrália, que acreditava na possibilidade de duelar com a Brawn GP, mas que os verdadeiros concorrentes durante o GP Melbourne foram os pneus.
- Lutamos muito com os pneus macios e os compostos duros também não ajudaram. Se você analisar a corrida, tivemos a Brawn, que estava em outro planeta, e em seguida a RBR, pois Vettel foi muito forte, mostrando um ritmo melhor que o nosso.
Kubica também se mostrou competitivo. Acho que nós estamos (Ferrari) em um meio termo. Somos competitivos, podemos ser um pouco mais, e esperamos ser ainda mais para nos tornarmos uma equipe que irá brigar - avaliou.
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